O apelo do design como diferencial de um produto
O homo tecnologicus é o consumidor atual, e apesar de toda tecnologia, a seu favor, vem perdendo a sua característica humana primordial, o relacionamento. Em busca do sentir, o consumo volta-se a características abstratas, busca de sensações perdidas em meio aos bites da internet.
O design aparece como fator primordial de consumo, no momento em que, o ser humano começa a se perder entre fios e aparatos tecnológicos, e sente que sua humanidade está perdendo aos poucos o direito sensorial. Assim, linhas retas, tornam-se curvas, 2D vira 3D ou ainda 4D (nos cinemas mais sofisticados), revistas de cosméticos vêm com o aroma de seus produtos em algumas páginas, e assim por diante.
O design é uma das maneiras mais atrativas para se vender um produto, pois “o que os olhos não vêem o coração não sente” e sentir é ver, vislumbrar o que é ou pode ser.
Vejamos um exemplo simples. Eu sempre achei interessante o design das escovas de dente. Sei que, a princípio, pode parecer loucura, porém é interessante observar a diversidade de design nesse tipo de produto. O apelo estético diferencia uma escova da outra e além disso confere novos recursos ao produto, como ergonomia, melhoria na escovação, etc.
Outro bom exemplo, em que o design causa uma mudança surpreendente no conceito do produto, é no ramo automobilístico, Neste os veículos são totalmente redesenhados e tornam-se campeões de venda. Temos como exemplo o Novo Gol e talvez, quem sabe, o Novo Fiat Uno.
A indústria de cosméticos segue a mesma linha. Design que vai da estética de suas embalagens e até de seus produtos, como é o caso da Natura, que tem linhas de produtos diferenciados pela estética como é o caso de alguns produtos da linha Natura Ekos, como sabonetes em penca, por exemplo.
Claro que um bom produto não se faz apenas da estética, deve ter atributos que sustentem o design, caso contrário, o insight do cliente pode ser inverso ao esperado. Pesquisas vêm sendo feitas em todas as áreas de marketing a fim de entender melhor a mente dos consumidores atuais.
As tendências causadas pela tecnologia estão mudando radicalmente o comportamento do consumo. O que é comum em todos os resultados que tive acesso, é que o consumidor atual quer mais que um produto, quer uma sensação, seja ela duradoura ou efêmera como a própria vida. Sentir é o que faz valer o preço de produtos que aparentemente são iguais.
Saber diferenciar um produto de outro é um desafio complexo. Mas, a complexidade faz parte do simples fato de sermos humanos.
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Compre um PC ou Notebook do seu jeito!
março 10, 2010 by Gil Lemos
Filed under Tecnologia
Um bom equipamento de informática é muito mais que um processador, ou memória RAM e espaço em disco. Na verdade, uma boa máquina é definida pelo conjunto de equipamentos que contém e para a atividade a qual será designada.
Costumo dizer a quem me pergunta sobre a compra de um PC ou Notebook, que é igual comprar um carro. Você deve perguntar a alguém, de sua confiança, sobre onde, o que e como comprar.
Basta entender que a sua necessidade é que faz de uma PC ou notebook bom ou ruim. No entanto existem parâmetros de qualidade que devem ajudar na maioria dos casos.
Hoje, em 2010, um bom computador deve ter como padrão as configurações abaixo:
- Usuário Doméstico (serviços de escritório que não exigem muito da máquina)
- Processador: Dual Core (ou similares)
Recomendado: Core 2 Duo
- Memória RAM: 2GB(mínimo)
Recomendado: 3 ou 4GB
- HD: 160 GB (mínimo)
Recomendado: 320 ou 500GB
- Placa de Vídeo: Onboard (não há necessidade de placas potentes para quem não utiliza recursos pesados de vídeo. Ex: jogos)
Recomendado: OffBoard, a partir de 512MB
- Gravadora de CD/DVD
- Sistema Operacional: Windows XP ou 7(o Linux também é uma boa pedida, pois, existem boas distribuições, fáceis de usar e gratuitas, o que acaba por reduzir o preço do equipamento)
- Tipo de Equipamento Recomendado (Netbook, Notebook ou PC)
- Usuário Multimídia ou Gamer
- Processador: Core 2 Duo (mínimo)
Recomendado: Core I7(ou superior) - Memória RAM: 4GB(mínimo)
Recomendado: 6 ou 8GB
- HD: 500 GB (mínimo)
Recomendado: 1TB(1000GB) - Placa de Vídeo: OffBoard Top de Linha(Nvidia ou ATI) – Uma boa dica aqui é que o site da revista Info, traz todo ano reviews interessantes sobre equipamentos diversos inclusive placas. Basta visitar e escolher conforme sua necessidade.
http://info.abril.com.br/reviews/hardware/placas-de-video/
- Gravadora de CD/DVD/BlueRay
- Sistema Operacional: Windows 7
- Tipo de Equipamento Recomendado (Notebook ou PC)
Não tenha medo se alguns padrões mudarem rápido, pois suas necessidades, não mudarão na mesma velocidade. Por isso é importante comprar uma máquina que seja a “sua cara”, pois se escolher bem, poderá usufruir por um tempo maior de seu equipamento.
A tecnologia anda a passos largos, no entanto, não se apresse para trocar o equipamento. A não ser é claro, que você tenha muito dinheiro sobrando e queira apenas afirmação social. Mas se você quer funcionalidade e praticidade, não tenha pressa. O equipamento fica obsoleto na medida em que você não consegue fazer seus trabalhos com os mesmo desempenho de antes.
Boa Sorte! E boa escolha.
N900: quase um computador!
dezembro 14, 2009 by Gil Lemos
Filed under Tecnologia
Já não bastavam as revoluções, dos computadores, da internet, das redes de relacionamento, dos celulares, etc. Agora, os smartphones vêm, com ainda mais força, para concorrer diretamente com os Netbooks e Notebooks. Pelo menos teoricamente.
Afinal, os smartphones, ainda, não têm, a capacidade de rodar sistemas operacionais nativos para PC , no entanto, suas funções estão bem próximas aos Netbooks. Os S.Os para equipamentos móveis, estão em expansão e os smartphones têm as vantagens de serem ultra portáteis, em outros termos, podem ser levados no bolso e, ainda, comportam funções de câmera digital e GPS.
O Iphone da Aple tem um desempenho excepcional para a maioria das funções, como navegação e tochscreem, no entanto, está longe de concorrer com um PC, afinal, seus recursos de edição de textos, planilhas e outros arquivos, ainda são bem restritas. Além disso, na área dos Smartphones, a câmera digital tem sido um diferencial bastante procurado pelos consumidores, sendo assim, esse é um ponto fraco do aparelho da Aple. Enquanto aparelhos da Nokia, Samsung e Sony Ericson, só para citar alguns, tem câmeras de 5 a 12 megapixels, o Iphone tem apenas 2 megapixels.
Sistemas como o Symbian da Nokia e o Windows Mobile da Microsoft não têm desempenho satisfatório em muitos recursos avançados de navegação e touchscreen. Entretanto, a empresa Filandesa, que já surpreendeu com o N95 e N97, lançou em novembro desse ano o N900. Com tela de 3.5”, com sistema Linux Maemo5, e um processador tão potente quanto o do Iphone 3GS, esse aparelho promete esquentar a briga nesse nicho de mercado. Segundo o site www.geek.com.br:
“O aparelho traz diversas funções, sendo um dos mais completos da empresa. É composto por um processador ARM Cortex A8 (o mesmo usado no iPhone 3GS), display touchscreen de 3,5″ e 800×480 pixels, 256 MB de RAM dedicado, oferece conectividade via GSM e HSDPA, vem com teclado QWERTY completo e 32GB de memória interna (expansível com cartões microSD). Seu sistema Maemo5 é baseado em Linux e outros componentes open source, como o Gnome e diversos subsistemas da distribuição Debian Linux e da Fundação Mozilla, e ainda traz as funções usuais bluetooth, Wi-Fi e câmera de 5 megapixels, como descreve o site Mashable.
O site da Nokia explica que o software Maemo (maemo.org), por trazer uma plataforma open source, permite o desenvolvimento de diversas aplicações por qualquer interessado, como podcasting, Twitter e mensagens instantâneas. O site também traz mais informações e imagens do N900.”
Para nós, amantes da tecnologia, basta apenas esperar. Não apenas para ver o que virá, mas para analisar até onde vale à pena investir, pois os aparelhos mais sofisticados custam o mesmo que bons Notebooks e eu não sei, até que ponto, a diferença entre o portátil e o ultra compensa o preço.
Posso afirmar que em breve os smartphones poderão ser tão robustos quanto um PC , mas, ainda, não é o momento de mudar, pois apesar das funções de escritório estarem bastante amadurecidas na área dos ultra-portáteis, os notebooks, ainda são, na minha opinião, a melhor solução para quem quer um computador de mão.
O mercado dos concursos públicos.
Se você tem um cursinho, analise bem, pois os concursos podem ser uma excelente oportunidade para valorização de sua marca e crescimento do seu negócio.
A busca de melhores condições de trabalho e a sonhada estabilidade levam, um número cada vez maior de pessoas, aos concursos públicos. Os chamados “concurseiros” aquecem um mercado que cresce de forma promissora.
De olho nesse nicho de mercado os Cursos para Vestibular, populares Cursinhos, investem na área, e produzem materiais cada vez melhores com a didática especial voltada aos concursos. A vantagem é que os alunos que prestam concurso público tendem a ser mais atentos durante as aulas, devido a necessidade de emprego, e o fato de passar em um bom concurso, eleva a credibilidade da instituição de ensino.
A internet segue o mesmo ritmo, sites diversos disponibilizam material para estudo, editais, e informações sobre os principais concursos que ocorrem no país. Muitos desses endereços ainda possuem aulas on-line e questões comentadas para incrementar suas páginas.
O mercado dos concursos públicos está em crescimento constante e é, sem dúvida, uma excelente oportunidade de negócios para quem já trabalha na área de educação ou tem pretensões de explorar o setor.
Por outro lado, existe o medo de que governos posteriores venham frear esse crescimento com a suspensão dos concursos. No entanto, isso não passa de especulação, afinal, o déficit de funcionários concursados é grande no setor público e deve aumentar. Pois, inúmeros funcionários estão prestes a se aposentar e, outros tantos, tem dificuldade de retornar ao trabalho devido a problemas de saúde principalmente na rede bancária onde a DORT(Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho) e a LER(Lesão por esforço repetitivo) são as principais causas de afastamento do trabalho.
Portanto, a área educacional dos concursos públicos ainda deve crescer, e em um país como o Brasil, educação sempre será um bom investimento.
Abaixo segue alguns sites especializados em concursos públicos:
- http://www.folhadirigida.com.br
- http://www.pciconcursos.com.br
- http://www.questoesdeconcursos.com.br
Identidades visuais como estilos de vida.
A identidade visual tem papel decisivo no reconhecimento de uma marca e a empresa que ela representa. Assim, o gerenciamento de identidade deve ser bem elaborado e dirigido ao público de acordo com a real posição que a empresa ocupa ou deseja ocupar no futuro. Não obstante, na elaboração do plano de marketing, diretrizes devem ser criadas a fim de esclarecer o posicionamento da empresa perante a sua área de atuação.
Princípios básicos como Visão e Missão devem servir de apoio para o reconhecimento da imagem institucional por colaboradores, parceiros e clientes. O valor de uma marca depende diretamente do trabalho de marketing empenhado no posicionamento da identidade.
Marcas fortes como Coca-Cola, IBM e Armani, estabeleceram-se como identidades globais graças a direcionamentos bem definidos de seu posicionamento perante as exigências mercadológicas.
Para um melhor entendimento sobre identidade visual é importante conhecer alguns saber que o marketing classifica o posicionamento de identidades de três formas: monolítica, marcada e endossada. Na identidade monolítica a empresa é a marca e todo processo de identidade é fundamentado na imagem da instituição como um todo. Esse tipo de identidade é mais comum quando os negócios da empresa são mais homogêneos (caso de bancos, companhias aéreas e petrolíferas).
O principal ponto fraco da identidade monolítica é a falta de flexibilidade. Segundo Pinho (1996):
“No caso da IBM, uma organização tipicamente monolítica, a excessiva dedicação aos computadores de grande porte impediu o desenvolvimento de personalidades de marcas distintas e abriu espaço para que os concorrentes surgissem e ocupassem o nicho de mercado para microcomputadores. Isso dez anos depois da IBM ter criado o PC.”1Ainda hoje a IBM é reconhecida por criar soluções para empresas de grande porte, mesmo com toda a reestruturação de marca e identidade a empresa não se destaca em relação a sua própria criação o Computador Pessoal.
A identidade de marca é encontrada principalmente em empresas de bens de consumo, que tem grande variedade de produtos com marcas fortes, no entanto a marca-mãe que representa a empresa é pouco conhecida ou divulgada. Nesse tipo de identidade as marcas são mais conhecidas do que a empresa que elas representam. Segundo Schmitt e Simonson (2002)
“A identidade de marca pode ter sido criada intencionalmente (por exemplo: no caso do sistema de gerenciamento da Procter & Gamble) ou por meio de aquisições de marcas importantes que tinham enorme patrimônio de marca. Uma empresa pode também criar uma marca autônoma porque a imagem da marca pode não se beneficiar de uma ligação com a empresa ou atrair diferentes segmentos de mercado (como é o caso da Red Dog da Miller Breweries e MAC da Estée Lauder**).”2
Identidade endossada é a mistura das identidades monolíticas e de marca. Esse tipo de identidade é bastante utilizada na indústria da moda. Schmitt e Simonson (2002) citam como exemplo a grife Armani que tem quatro linhas ligadas verbal e visualmente: Giorgio Armani, Empório Armani, Mani (vendida em lojas de departamentos) e AX by Armani.
O interessante na identidade endossada é a capacidade de direcionar produtos de uma marca para públicos diferenciados anteriormente não atingidos. O uso de marcas autônomas facilita esse direcionamento ainda segundo Schmitt e Simonson (2002), as marcas utilizadas pela grife Armani tem direcionamento específico, por exemplo, a marca Giorgio Armani é formal, Empório Armani é casual chique, Mani é de roupas de trabalho e AX by Armani (conhecida também como Armani Exchage) é bastante casual.
Percebe-se claramente pelo exposto até aqui, a importância da identidade visual e seu posicionamento no mercado. Gerenciar uma marca não é apenas gerir a apresentação visual de uma empresa é sim direcionar de forma adequada recursos visuais, verbais e sensoriais de toda instituição e em todos os aspectos, ou seja, gerenciar a estética institucional.
Somos a interpretação da sociedade. Por isso, é crucial a definição estética da empresa. A sensação do público diante da imagem da organização através de um produto, atendimento ou mesmo diante de uma campanha publicitária deve ser homogenia.
O maior pecado que uma empresa pode cometer com seu mercado consumidor é vender uma imagem que não remete a realidade. De nada adianta, por exemplo, a imagem de uma instituição jovem e voltada a ao atendimento se o cliente, na hora da verdade, percebe que era apenas um jogo publicitário e sai insatisfeito.
Gerenciar identidades é gerir sensações que a imagem da empresa prega e que obrigatoriamente deve cumprir em todos os momentos e em todos os níveis. A sociedade está afoita por novidades, os produtos já são muito similares, no entanto o que diferencia a marca A e B são os aspectos sensoriais que sua imagem é capaz de prover.
Uma boa identidade é torna-se uma marca forte. Entretanto, uma identidade gerenciada com excelência torna-se um estilo de vida. Quem compra um MAC não busca apenas um computador, o mesmo ocorre com a Harley-Davidson que é bem mais que uma motocicleta. O fato é: O consumidor procura o valor agregado do produto não o produto em si. Compradores do MAC buscam qualidade, design, status, assim como os da Harley-Davison procuram estilo, status, prazer. Fazer com que as pessoas se Identifiquem com o produto de tal forma que não apenas o reconheçam, mas defendam com todas as suas forças, esse é o principal desafia da gestão de identidade.
Fontes —————– 1 – Fonte: PINHO, José Benedito. O Poder das Marcas, 3 Edição, São Paulo, Summus Editorial, 1996 2- SCHMITT, Bernd e SIMONSON, Alex. A estética do Marketing. Trad. Lúcia Simonini – São Paulo: Nobel, 2002 * – Estée Lauder – É uma marca de cosméticos bastante conhecida nos EUA, onde seus produtos são comercializados em lojas de luxo, principalmente em Nova York. A marca MAC, mencionada na citação refere-se a Make-Up Art Cosmetics adquirida pela Estée Lauder em 1998.







