Identidades visuais como estilos de vida.
A identidade visual tem papel decisivo no reconhecimento de uma marca e a empresa que ela representa. Assim, o gerenciamento de identidade deve ser bem elaborado e dirigido ao público de acordo com a real posição que a empresa ocupa ou deseja ocupar no futuro. Não obstante, na elaboração do plano de marketing, diretrizes devem ser criadas a fim de esclarecer o posicionamento da empresa perante a sua área de atuação.
Princípios básicos como Visão e Missão devem servir de apoio para o reconhecimento da imagem institucional por colaboradores, parceiros e clientes. O valor de uma marca depende diretamente do trabalho de marketing empenhado no posicionamento da identidade.
Marcas fortes como Coca-Cola, IBM e Armani, estabeleceram-se como identidades globais graças a direcionamentos bem definidos de seu posicionamento perante as exigências mercadológicas.
Para um melhor entendimento sobre identidade visual é importante conhecer alguns saber que o marketing classifica o posicionamento de identidades de três formas: monolítica, marcada e endossada. Na identidade monolítica a empresa é a marca e todo processo de identidade é fundamentado na imagem da instituição como um todo. Esse tipo de identidade é mais comum quando os negócios da empresa são mais homogêneos (caso de bancos, companhias aéreas e petrolíferas).
O principal ponto fraco da identidade monolítica é a falta de flexibilidade. Segundo Pinho (1996):
“No caso da IBM, uma organização tipicamente monolítica, a excessiva dedicação aos computadores de grande porte impediu o desenvolvimento de personalidades de marcas distintas e abriu espaço para que os concorrentes surgissem e ocupassem o nicho de mercado para microcomputadores. Isso dez anos depois da IBM ter criado o PC.”1Ainda hoje a IBM é reconhecida por criar soluções para empresas de grande porte, mesmo com toda a reestruturação de marca e identidade a empresa não se destaca em relação a sua própria criação o Computador Pessoal.
A identidade de marca é encontrada principalmente em empresas de bens de consumo, que tem grande variedade de produtos com marcas fortes, no entanto a marca-mãe que representa a empresa é pouco conhecida ou divulgada. Nesse tipo de identidade as marcas são mais conhecidas do que a empresa que elas representam. Segundo Schmitt e Simonson (2002)
“A identidade de marca pode ter sido criada intencionalmente (por exemplo: no caso do sistema de gerenciamento da Procter & Gamble) ou por meio de aquisições de marcas importantes que tinham enorme patrimônio de marca. Uma empresa pode também criar uma marca autônoma porque a imagem da marca pode não se beneficiar de uma ligação com a empresa ou atrair diferentes segmentos de mercado (como é o caso da Red Dog da Miller Breweries e MAC da Estée Lauder**).”2
Identidade endossada é a mistura das identidades monolíticas e de marca. Esse tipo de identidade é bastante utilizada na indústria da moda. Schmitt e Simonson (2002) citam como exemplo a grife Armani que tem quatro linhas ligadas verbal e visualmente: Giorgio Armani, Empório Armani, Mani (vendida em lojas de departamentos) e AX by Armani.
O interessante na identidade endossada é a capacidade de direcionar produtos de uma marca para públicos diferenciados anteriormente não atingidos. O uso de marcas autônomas facilita esse direcionamento ainda segundo Schmitt e Simonson (2002), as marcas utilizadas pela grife Armani tem direcionamento específico, por exemplo, a marca Giorgio Armani é formal, Empório Armani é casual chique, Mani é de roupas de trabalho e AX by Armani (conhecida também como Armani Exchage) é bastante casual.
Percebe-se claramente pelo exposto até aqui, a importância da identidade visual e seu posicionamento no mercado. Gerenciar uma marca não é apenas gerir a apresentação visual de uma empresa é sim direcionar de forma adequada recursos visuais, verbais e sensoriais de toda instituição e em todos os aspectos, ou seja, gerenciar a estética institucional.
Somos a interpretação da sociedade. Por isso, é crucial a definição estética da empresa. A sensação do público diante da imagem da organização através de um produto, atendimento ou mesmo diante de uma campanha publicitária deve ser homogenia.
O maior pecado que uma empresa pode cometer com seu mercado consumidor é vender uma imagem que não remete a realidade. De nada adianta, por exemplo, a imagem de uma instituição jovem e voltada a ao atendimento se o cliente, na hora da verdade, percebe que era apenas um jogo publicitário e sai insatisfeito.
Gerenciar identidades é gerir sensações que a imagem da empresa prega e que obrigatoriamente deve cumprir em todos os momentos e em todos os níveis. A sociedade está afoita por novidades, os produtos já são muito similares, no entanto o que diferencia a marca A e B são os aspectos sensoriais que sua imagem é capaz de prover.
Uma boa identidade é torna-se uma marca forte. Entretanto, uma identidade gerenciada com excelência torna-se um estilo de vida. Quem compra um MAC não busca apenas um computador, o mesmo ocorre com a Harley-Davidson que é bem mais que uma motocicleta. O fato é: O consumidor procura o valor agregado do produto não o produto em si. Compradores do MAC buscam qualidade, design, status, assim como os da Harley-Davison procuram estilo, status, prazer. Fazer com que as pessoas se Identifiquem com o produto de tal forma que não apenas o reconheçam, mas defendam com todas as suas forças, esse é o principal desafia da gestão de identidade.
Fontes —————– 1 – Fonte: PINHO, José Benedito. O Poder das Marcas, 3 Edição, São Paulo, Summus Editorial, 1996 2- SCHMITT, Bernd e SIMONSON, Alex. A estética do Marketing. Trad. Lúcia Simonini – São Paulo: Nobel, 2002 * – Estée Lauder – É uma marca de cosméticos bastante conhecida nos EUA, onde seus produtos são comercializados em lojas de luxo, principalmente em Nova York. A marca MAC, mencionada na citação refere-se a Make-Up Art Cosmetics adquirida pela Estée Lauder em 1998.Programa de Gravação Completo
março 24, 2009 by Gil Lemos
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Quando se pensa em gravação de CD/DVD o primeiro nome que vem a mente é o Nero. Entretanto, devido às exigências do programa que a cada versão, torna-se mais pesado e cheio de recursos, muitos usuários mudaram para programas mais leves e que tenham a mesma qualidade de gravação.
O Ashampoo Burning Studio 2009 é uma excelente ferramenta(utilizo a mais de um ano), que além de trazer boa parte dos recursos do Nero, é muito mais leve e ainda está com uma promoção em um site alemão, para cadastro de registro totalmente grátis.
Em outras palavras, você terá um excelente programa de gravação, com suporte ao idioma português, completo, sem pagar nada por isso e sem utilizar softwares piratas.
O registro é uma promoção do fabricante que percebeu que seu software está sendo utilizado por muitos usuários e pode servir de chamariz para os outros programas que a empresa desenvolve.
Abaixo segue o link com todas as instruções de instalação e download do software. Basta seguir o passo-a-passo e pronto.
Obs: Já testei o link e o registro, o software não contem vírus e a próprio fabricante manda a chave do produto para seu email.
Boa Sorte!
http://www.blogsdna.com/pt/2376/get-free-ashampoo-burning-studio-2009-full-version.htm/
O Turismo começa na rede.
março 1, 2009 by Gil Lemos
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O potencial turístico brasileiro é enorme e pode ser explorado de forma mais efetiva com a ajuda da internet. Hoje, já é possível comprar passagens, ver distâncias entre as cidades, fazer reservas em hotéis, e até comprar pacotes turísticos, sem sair de casa. Muitas viagens são programadas totalmente pela rede, pois, diante de seus computadores, clientes buscam os melhores destinos, locais de hospedagens, passeios disponíveis, etc. Ou seja, ao visitar sites que oferecem serviços ligados ao turismo, medem os parâmetros de custo-benefício e finalizam o processo de compra diretamente no site. Segundo a revista Yahoo Insider (2007): 1
A internet é hoje a maior plataforma para busca de informação sobre pacotes turísticos e condições de pagamento para quem deseja viajar. Segundo a pesquisa Webshoppers, elaborada pela E-bit com apoio da Câmara E-net, referente a agosto e setembro deste ano, 62% dos entrevistados afirmam colher na web detalhes sobre valores e destinos. O número é maior do que aqueles que visitam as agências (51%). Campo promissor para o segmento de turismo expandir seus negócios. “A Internet é o meio de maior afinidade com o (nosso) público-alvo”, garante Márcia Galvão, gerente de vendas para o Brasil da Emirates, companhia aérea que inaugurou suas operações no país em outubro deste ano. Com a possibilidade de mensuração dos resultados, a empresa consegue identificar o ROI (Return on Investment) de cada ação e realizar otimizações ao longo das campanhas, “sempre objetivando as melhores relações custo-benefício”. Estar presente na internet é essencial para incrementar os negócios. Se a empresa for do ramo de turismo a necessidade é ainda maior. O Site, ao demonstrar o produto por meio de recursos multimídia, é um importante instrumento para exibição e criação do conceito do produto. O cliente tem a possibilidade de obter um volume muito grande de informações, de acordo com suas necessidades.Segundo Nakamura2, Como uma Central de Atendimento aberta 24 horas, o site permite ao usuário obter toda sorte de informações, podendo fazer comparações entre serviços e preços na mesma área. Também poderá interagir com a empresa, seja por meio de mensagens eletrônica (e-mail), formulários, programas de mensagem instantânea (MSN) ou vídeo-conferência.
Considerar uma estratégia de internet pode ser a o que falta para o crescimento expressivo da empresa. As vendas pela internet crescem a um ritmo frenético, o que tem motivado o varejo. Segundo a folha online (2008): 3
“O faturamento do comércio eletrônico no Brasil deve fechar o ano com crescimento de 35% sobre 2007, aponta relatório divulgado nesta quarta-feira (15) pela consultoria e-bit. De acordo com o levantamento, as vendas on-line devem atingir faturamento de R$ 8,5 bilhões. A consultoria afirma que o resultado no comércio eletrônico está relacionado ao aumento no número de consumidores, que cresceu 42% de janeiro de 2007 a junho de 2008. “Isso significa que as lojas virtuais conquistaram cerca de 3,5 milhões de novos compradores. Só no primeiro semestre deste ano o faturamento foi de R$ 3,8 bilhões”, afirma a e-bit. Atualmente, mais de 11,5 milhões de pessoas, segundo a consultoria, já experimentaram comprar algum tipo de produto pela internet.”Fica claro diante das tendências mercadológicas e de publicidade que a mídia on-line é uma realidade que alcança um número cada vez maior dos usuários que antigamente eram atingidos pela TV.
Estar na internet é fundamental, e mais importante do que isso é saber atingir seu publico alvo de maneira eficaz, pois não basta ter um site, além disso, é preciso oferecer informações claras, interatividade e criatividade para tornar a página atraente ao usuário on-line.
Fontes
1- Yahoo Insider, Notícias e tendências da internet no Brasil e no mundo, Nº11 – Nov/Dez 2007.
Acesso em: http://www.publicidadeyahoo.com.br/pdf/insider/insider11.pdf
2- NAKAMURA, Rodolfo. A internet e o Marketing Turístico,
Acesso em: http://www.slingshot.online.pt/marketing-turistico
3- Folha Online – Acesso em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u466667.shtml
Stakehoders na mira
Está se tornando comum, em textos sobre marketing e administração, o uso da palavra inglesa stakeholders. Mas afinal, o que é isso? E qual o interesse que profissionais de marketing tem na utilização dessa expressão.
A estratégia de marketing deve ser estruturada em metas e objetivos reais, tendo como base a análise de pesquisas de campo. Um dos itens fundamentais a ser analisado é o target group (público alvo), no qual existem pessoas que são mais vulneráveis a campanhas publicitárias e por isso acabam influenciadas por elas.
Os grupos de influência ou stakeholders são o conjunto de pessoas que são influenciadas pelas ações promocionais de uma empresa, essas pessoas tornam-se fundamentais para o crescimento mercadológico de qualquer empreendimento. Daí sua importância dentro da análise de dados e direcionamento de ações.
Analisar o mercado consiste em encontrar todos os consumidores potenciais e os grupos de influência aos quais pertencem. Com isso fica fácil definir o tamanho do mercado, tendo a quantidade de prospects existentes, os quais formarão a demanda diante daquilo que está sendo oferecido. Segundo a Wikipédia:
“O sucesso de qualquer empreendimento depende da participação de suas partes interessadas e por isso é necessário assegurar que suas expectativas e necessidades sejam conhecidas e consideradas pelos gestores. De modo geral, essas expectativas envolvem satisfação de necessidades, compensação financeira e comportamento ético. Cada interveniente ou grupo de intervenientes apresenta/representa um determinado tipo de interesse no processo. O envolvimento de todos os intervenientes não maximiza obrigatoriamente o processo, mas permite achar um equilíbrio de forças e minimizar riscos e impactos negativos na execução desse processo. Uma organização que pretende ter uma existência estável e duradoura deve atender simultaneamente as necessidades de todas as suas partes interessadas. Para fazer isso ela precisa gerar valor, isto é, a aplicação dos recursos usados deve gerar um benefício maior do que seu custo total. O termo “stakeholders” foi criado para designar todas as pessoas, instituições ou empresas que, de alguma maneira, são influenciadas pelas ações de uma organização.” 1
Influenciar pessoas é uma necessidade. Seja numa negociação de venda ou mesmo em uma entrevista de emprego é importante demonstrar idéias com clareza e motivação. Pois, dessa forma, consegue-se obter das pessoas interesse em agir ao nosso favor comprometendo-se com os objetivos propostos. Freud ao citar Le Bon afirma que:
“A peculiaridade mais notável apresentada por um grupo psicológico é a seguinte: sejam quem forem os indivíduos que o compõem, por semelhantes ou dessemelhantes que sejam seu modo de vida, suas ocupações, seu caráter ou sua inteligência, o fato de haverem sido transformados num grupo coloca-os na posse de uma espécie de mente coletiva que os faz sentir, pensar e agir de maneira muito diferente daquela pela qual cada membro dele, tomado individualmente, sentiria, pensaria e agiria, caso se encontrasse em estado de isolamento. Há certas idéias e sentimentos que não surgem ou que não se transformam em atos, exceto no caso de indivíduos que formam um grupo. O grupo psicológico é um ser provisório, formado por elementos heterogêneos que por um momento se combinam, exatamente como as células que constituem um corpo vivo, formam, por sua reunião, um novo ser que apresenta características muito diferentes daquelas possuídas por cada uma das células isoladamente.” 2Freud deixa claro que o indivíduo se comporta de forma diferenciada quando está em um grupo. Por isso é tão vital caracterizar cada stakeholder, pois estudar cada indivíduo isoladamente seria impossível, já que cada ser humano, carrega características únicas e pode reagir de formas diferentes as mesmas situações. Entretanto, ao analisarmos o grupo no qual aquele indivíduo está inserido. Delimitamos um raio de ação que confere mais efetividade a influência.
Lembre-se que o marketing tem por objetivo principal a satisfação das necessidades e desejos de sua clientela. Sendo assim, o alvo são os stakeholders, pois sua influência tem caráter coletivo e maximiza as possibilidades de sucesso da campanha.
Fontes
1 – Wikipédia, Link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Stakeholder
2 – FREUD, Sigmund. A psicologia das massas e a análise do eu. (Edição Standard Brasileira das Obras Completas de S. Freud, Vol. 7), Rio de Janeiro: Imago. 1921
Muitos problemas são soluções
Seja em uma empresa ou em nossas vidas, iremos nos deparar com circunstâncias desagradáveis que exigem tomadas de decisão. Mas nem todo problema é ruim, pois, é através da busca por soluções que criamos as possibilidades de lucro e crescimento pessoal e empresarial.
A empresa de sucesso é aquela que não apenas ouve seus clientes e sim que os valoriza. Resolver um problema apontado por um cliente pode ser o caminho para fidelização e descoberta de novos nichos de mercado. O feedback com o cliente é essencial para o autoconhecimento e até mesmo para saber se estamos indo na direção correta. É comum ocorrer, após o lançamento de determinado produto, dúvidas e opiniões diferentes entre os clientes. Cabe aos profissionais de marketing filtrar essas informações a fim de indicar qual atitude é mais adequada para atingir as expectativas do consumidor.
Quando um cliente interno ou externo está insatisfeito, a empresa tem um sério problema. A insatisfação é antiproducente e o consumidor tende a divulgar de forma mais contundente o serviço prestado de forma indevida. Pesquisas indicam que o consumidor insatisfeito comenta em média com 11 pessoas sobre o problema, enquanto o consumidor satisfeito fala com apenas 5 pessoas sobre o serviço.
É comum o fato de muitas empresas focarem suas campanhas de marketing na aquisição de novos clientes. Entretanto, já ficou comprovado que os clientes já existentes tendem a tornar-se mais rentáveis na medida em que permanecem fieis. Além disso, são menos sensíveis ao preço. Dessa forma, é mais eficaz o investimento em promoções de fidelização aos clientes atuais, do que o custo elevado de campanhas de prospecção.
Quando um cliente mostrar-se insatisfeito, siga os passos abaixo para um atendimento com excelência:
- Descubra qual é o problema.
- Descubra o que o cliente espera que seja feito para resolver o problema.
- Assuma responsabilidade pessoal para resolver o problema.
- Faça um esforço especial para deixar o cliente confiante.
- Mantenha uma atitude objetiva.
- Mantenha-se positivo e calmo.
- Resolva o problema rapidamente.
- Siga em frente até completar seu objetivo.
- Mantenha em mente o cenário maior.
- Durante o próprio processo de recuperação, identifique fontes comuns de problemas.
Fontes
- ROBINETTE, Scott e BRAND, Claire com LENZ, Vicki. Marketing Emocional: A maneira Hallmark de ganhar clientes para toda a vida. trad. Arlete Simille Marques – São Paulo: Makron, 2002
- Harvard Management/ Universidade Coorporativa Caixa. Mantendo o Foco no Cliente, 2008

