BrOffice economia e funcionalidade.
outubro 26, 2008 by Gil Lemos
Filed under Tecnologia
Foi-se o tempo em que era necessário investimento pesado para utilização de bons softwares. Várias empresas já perceberam as inúmeras vantagens de utilizar softwares Open Source (código aberto). Pois além de ser gratuito, esses softwares estão com a qualidade cada vez mais próximas dos seus concorrentes pagos.
O BrOffice é um bom exemplo disso, versão brasileira do Open Office, é uma suíte de aplicativos para escritório livres multiplataforma, sendo distribuída para Microsoft Windows, Unix, Solaris, Linux e Mac OS X. A suite usa o formato ODF (OpenDocument) e é compatível com o formato do Microsoft Office.
O OpenOffice.org é baseado em uma antiga versão do StarOffice, o StarOffice 5.1, adquirido pela Sun Microsystems em Agosto de 1999. O código fonte da suite foi liberado dando início a um projeto de desenvolvimento de um software de código aberto em 13 de outubro de 2000, o OpenOffice.org. O principal objetivo era fornecer uma alternativa de baixo custo, de alta qualidade e de código aberto. (Wikipédia)
Para se ter uma idéia do crescimento e utilização desse software, segundo Erick Comelli da IBM afirma que na Índia, o governo ordenou usar arquivos ODF para o escritório de impostos comerciais do governo estadual de Delhi. Além disso, a Itália se une a países como a Malásia, que têm a intenção de reconhecer a ODF como padrão nacional (consultar www.uninfo.polito.it), enquanto o Japão, a Coréia do Sul e a China pensam em usar exclusivamente formatos de documentos internacionais e baseados em padrões abertos como a ODF para reuniões celebradas por seus diretores gerais de Tecnologia e Informática, a fim de debater e promover o software de fonte aberta. 1
Instituições de grande porte, como a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Tribunal de Justiça, dentre outros, utilizam softwares livres, em alguns casos não apenas substituindo os aplicativos de escritório como também todo o S.O. (Sistema Operacional), nesse caso a preferência geral é pelo utilização do Linux, que também possibilita a compra de equipamentos com custo mais baixo pois já vem com o sistema operativo instalado, contornando assim, o custo com licença de software pagos.
Fonte
- Movimento Software Livre Paraná
- Wikipédia
Marketing Internacional
Pipkin(2003) revela que o papel do comércio exterior é cada vez mais importante para o desenvolvimento econômico e social do país. É preciso aumentar as exportações brasileiras e substituir competitivamente as nossas importações. As vendas externas encontram-se concentradas nas mãos de poucas empresas que tradicionalmente exportam commodities agrícolas e industriais.
Com o advento da globalização muitas empresas vêem na exportação uma oportunidade de aumentar o faturamento e o crescimento empresarial. No entanto, para exportar existem regras que devem ser conhecidas pelo empresariado local, a fim de não ferir conceitos do país anfitrião o que resultaria em prejuízo e encalhe da mercadoria nas prateleiras.
Segundo Kotler (2005), a primeira tarefa de qualquer negociante global é entrar na forma de pensar do povo naquele país… A empresa precisa realizar uma auditoria de preferências e condições locais e depois mudar os elementos – estilo, características, propaganda, promoção de vendas, preços – necessários, desde que ainda se possa obter algum lucro.
A possibilidade de ingressar em novos mercados é uma das características da globalização econômica, favorecida especialmente pela queda das barreiras tarifárias
Adam Smith já havia percebido que a divisão do trabalho é a razão do aperfeiçoamento econômico por permitir uma maior produtividade do trabalho. Um fenômeno semelhante ocorre com os países, caracterizando a moderna Divisão Internacional do Trabalho (DIT). Por essa ótica, a melhor forma de garantir a prosperidade das nações é o livre comércio de bens e serviços, de modo a cada área produzir aquilo em que obtêm a melhor produtividade marginal. (Wikipédia)
O problema da internacionalização é o fato de que se houver uma crise no mercado exterior as empresas internacionalizadas estarão mais vulneráveis e podem acumular grandes perdas, como tem acontecido nos últimos dias. A empresa que decida abrir suas portas para o mercado internacional deve estar atenta ao cenário global para evitar surpresas desagradáveis ligadas principalmente a fatores políticos e econômicos que possam desestabilizar o mercado anfitrião.
Kotler (2006) afirma que a maioria das empresas prefere permanecer no mercado interno, se ele fosse grande o suficiente os gerentes não precisariam aprender outras línguas e leis, a lidar com moedas flutuantes e a enfrentar incertezas políticas e legais, nem alterar o design de seus produtos para adaptá-los às diferentes necessidades e expectativas de consumidores, seria muito mais fácil e seguro fazer negócios.
Muitos fatores, porém, estão levando mais e mais empresas ao mercado internacional:
- Empresas globais que ofereçam melhores produtos ou preços mais baixos podem atacar o mercado internacional da empresa, a empresa pode desejar contra-atacar essas concorrentes em seus mercados internos;
- A empresa descobre que alguns mercados internacionais apresentam oportunidades de lucro maiores do que as do mercado interno;
- A empresa precisa de uma base de clientes maior para atingir economias de escala;
- A empresa quer ser menos dependente de um único mercado;
- Os clientes da empresa estão viajando para fora do país e exigem atendimento internacional.
Antes de tomar a decisão de ingressar no mercado internacional, a empresa precisa ponderar vários riscos:
- A empresa pode não compreender as preferências do cliente estrangeiro e não conseguir oferecer um produto competitivamente atraente;
- A empresa pode não compreender a cultura empresarial do país em questão ou não saber como lidar com seus habitantes;
- A empresa pode subestimar as normas estrangeiras e incorrer em custos inesperados;
- A empresa pode se dar conta de que não possui gerentes com experiência internacional;
- O país pode mudar suas leis comerciais, desvalorizar sua moeda ou passar por uma revolução política e desapropriar bens estrangeiros.
Fonte
KOTLER, Philip. O Marketing sem Segredos, trad. Bazan Tecnologia e Linguistica. – Porto Alegre: Bookman, 2005.
PIPKIN, Alex. Marketing Internacional – Uma Abordagem Estratégica, 2ª Ed – São Paulo: Aduaneiras, 2003.
KOTLER, Philip. Administração de Marketing, São Paulo, 10ª Edição, 2004
A limitação da propaganda
setembro 7, 2008 by Gil Lemos
Filed under Marketing, Publicidade
Segundo Kotler (2005), a propaganda tradicional é uma variável fundamental do mix de marketing. No entanto, a sua principal limitação é o fato de ser um monólogo. Hoje em dia, é essencial desenvolver sistemas de comunicação persuasivos que permitam a troca de informações com clientes atuais e aqueles em potencial.
É engraçado como muitos empresários enxergam o marketing. Empresas contratam agencias de publicidade no intuito de vender mais, em um determinado período, ao invés de buscar um trabalho mais efetivo que consolide a marca e os produtos oferecidos para fidelizar a clientela.
O que acontece é que o marketing ainda é pouco compreendido no meio empresarial, ou pelo menos, não de forma plena. O marketing trabalha segundo os 4 P’s (Produto, Praça, Preço e Promoção), a propaganda representa apenas um dos pontos do marketing, a PROMOÇÃO.
Infelizmente, a propaganda não garante a qualidade do produto (1º P = PRODUTO), nem busca informações sobre preferência do consumidor local (2º P = PRAÇA), e muito menos, a propaganda, não verifica o valor cobrado pela concorrência pelos seus produtos (3º P= PREÇO).
A limitação da propaganda é clara. Ela atinge o público apenas numa fase final, “como doses homeopáticas” de incentivo ao consumo. Por isso, o empresário faz investimentos constantes em propaganda, que, nem sempre atinge o resultado efetivo. Na melhor das hipóteses consegue um bom volume de vendas no período promocional, no entanto, finda a campanha publicitária, os clientes desaparecem e as vendas retornam ao patamar normal ou inferior ao esperado.
Falta comunicação bipolar, ou seja, diálogo. Não basta informar o que se tem quando o importante é descobrir o que se espera. O cliente não é apenas o detentor do capital, uma representatividade do cifrão, é uma pessoa sensível que quer ser reconhecida como tal, e a empresa que souber fazer isso com mais destreza, certamente colherá o fruto de seu trabalho, um cliente defensor da marca.
Fonte --------------- - PIMENTEL, Alex. Curso de Empreendedorismo - São Paulo: Digerati Books,2008 - KOTLER, Philip. O Marketing sem Segredos - Trad. Bazan Tecnologia e Linguística, São Paulo: Bookman, 2005 - GAMBLE et al, A Revolução do Marketing - São Palulo: Futura, 2007 - ROBINETTE et al, Marketing Emocional - São Paulo: Makron books, 2002
O valor do preço.
O preço de um produto é definido por diversos fatores como qualidade, durabilidade, material, praça, público alvo, etc. Entretanto, quando o cliente usa o preço como parâmetro para comparação, indica que, entre os produtos e/ou serviços avaliados, as características são muito próximas ou praticamente inexistentes. Dessa forma, o que realmente faz o preço, considerado “justo”, é o valor agregado a um produto ou serviço, ou seja, o valor que o cliente percebe como diferencial entre este ou aquele produto ou serviço.
Segundo Kotler (2005) existem sites na internet, como por exemplo, o priceline.com, onde os compradores informam quanto estão dispostos a pagar por uma viagem aérea ou um hotel, esperando se algum vendedor está disposto a aceitar o preço. Daí se observa claramente outra tendência em relação ou preço: A influência da internet.
Há uma década, a diferença de preços entre produtos similares poderia chegar a 50%, hoje, porém, ainda segundo kotler (2005), a empresa terá sorte se conseguir 15% a mais. Isso se deve a hipercompetição global, que possibilita maior transparência de preços na internet.
O ideal é que a empresa busque informações mercadológicas pertinentes, para aplicar em sua área de marketing, agregando valor aos seus produtos e/ou serviços. Com isso, sua marca ganha fôlego e, mesmo com a concorrência oferecendo preços inferiores, boa parte da clientela, ainda permanecerá comprando o produto, por acreditar que este, tem maior valor agregado e, por isso, vale à pena pagar um pouco a mais para levar um produto com diferencial para casa.

