Mercado Digital: Um mundo de oportunidades
O consumo através de meios digitais tem aumentado de forma surpreendente a cada ano assim como as oportunidades tanto para empresas quanto para diversos profissionais, principalmente da área da TI.
Para Pedro Cabral, presidente do IAB Brasil, a entidade que representa as empresas de internet. O mercado digital brasileiro movimentou mais de dois bilhões de reais em 2009. Cabral afirma ainda que[1] “…em 2009 o mercado sentiu o reflexo da crise financeira internacional iniciada no último trimestre de 2008. O final de 2009, no entanto, se encerrou com uma luz de recuperação.
Se observarmos o mercado publicitário como um todo, de janeiro a novembro de 2009, o crescimento foi de 2%. Descontada a inflação, o resultado é negativo. Em dezembro houve uma melhora, mas o crescimento vai ser pequeno.
Já o setor de internet registrou, de janeiro a novembro de 2009, uma expansão de 24%, ante 2% do mercado publicitário geral. Vê-se que o crescimento da internet é bem maior. É o único meio que teve uma expansão acentuada. Foi menor que os 30% projetados inicialmente pelo IAB, mas essa projeção havia sido feita no começo da crise, quando não se sabia o impacto do problema. Mesmo assim a internet cresce a taxas aceleradas
O que se percebe diante destes e de outros dados de crescimento é que a internet é um mundo de oportunidades e assim como a tecnologia avança em um ritmo alucinante as vendas online seguem no mesmo passo.
Para ajudar no desenvolvimento das empresas na internet o site Pequenas Empresas & Grandes Negócios fez um artigo interessante com cinqüenta dicas para desenvolver um site de sucesso. O link para acesso a matéria se encontra logo abaixo.
Em relação a aperfeiçoamento online, o SEBRAE[2] oferece uma grande variedade de cursos que podem ajudar profissionais e empresa a se desenvolverem. Abaixo segue alguns links para ajudar nessa tarefa:
Comercio Eletrônico: http://www.sebrae.com.br/customizado/acesso-a-mercados/distribua-seus-produtos/comercio-eletronico
Diferenciação: http://www.sebrae.com.br/customizado/acesso-a-mercados/melhore-seus-produtos/inovacao-e-diferenciacao
Estudos de Mercado: http://www.sebrae.com.br/customizado/acesso-a-mercados/sebrae-mercado/estudos-de-mercado
Estratégias de Mercado: http://www.sebrae.com.br/customizado/acesso-a-mercados/conheca-seu-mercado/estrategias-de-mercado
Lembre-se que o mercado digital está de portas abertas aguardando profissionais e empresas que possam se adaptar e saibam tirar proveito dessa nova realidade mercadológica.
[1] http://idgnow.uol.com.br/blog/navedigital/2010/02/09/mercado-digital-brasileiro-movimentou-2-bilhoes-de-reais-em-2009-calcula-pedro-cabral-do-iab/
O marketing dos Best Sellers
Milhares de cópias vendidas, tradução para vários idiomas, fãs em diversos lugares no mundo. Essas são as características de um Best Seller.[1] Mas, o que se esconde atrás do sucesso? O que faz de um livro um campeão de vendas?
Pode não parecer, mas tem tudo a ver com marketing. Basta lembrar que os conceitos sobre essa área estão ligados a “realizar as necessidades e desejos do público alvo”. Assim, o livro faz sucesso de acordo com a quantidade de necessidades atendidas (respostas, conselhos, identificação com a estória, etc.)
Um bom exemplo é o livro “O Segredo” de Rhonda Byrne, lançado em 2007. Essa obra tem como assunto principal a “A Lei da Atração” que pode ser resumida na seguinte frase “Acredite e o universo irá conspirar em seu favor”. Em outros termos, “ensina” uma técnica de prosperidade e felicidade através do ato de desejar.
Outro exemplo, ainda mais fantástico, é a coletânia Harry Potter, de J. K Rowiling, na qual, segundo a wikipédia[2], “os sete livros publicados venderam mais de 400 milhões de exemplares e foram traduzidos em 67 idiomas”. Nesse caso, o público jovem, sempre em busca de aventuras, se identifica com o personagem principal (tímido e enigmático) e como num “passe de mágica” seus desejos tornam-se reais durante a leitura.
Diante da essência do marketing, percebe-se que os Best Sellers têm os mesmos benefícios dos produtos de sucesso. A idéia de que o consumidor compra apenas o objeto está totalmente ultrapassada. As pessoas querem mais. O sucesso está diretamente ligado a percepção do valor agregado.
Por isso, o profissional de marketing, antes de elaborar uma campanha deve analisar bem seu público alvo, descobrir suas necessidades e os principais anseios que rondam o mercado consumidor. Só então, voltar-se-á ao produto para identificar quais seus pontos fortes e fraquezas diante da expectativa do consumidor.
O interessante nisso tudo é que os grandes escritores não são “marketeiros”, no entanto, tem uma sensibilidade fora do comum. Essas características os levam a escrever o enredo de suas estórias de uma maneira fascinante. Assim, prendem o leitor à obra, tornando-o, pelo menos em tese, o personagem principal.
[1] Segundo a Wikipédia: Best-seller é um livro que é considerado como extremamente popular entre os leitores e é incluído na lista dos mais vendidos. Um Best-seller é considerado “literatura de massa” e inclui necessariamente o consumo.
[2] http://pt.wikipedia.org/wiki/Harry_Potter
Marketing: mais que vender!
É um erro comum, Marketing ser definido como Técnica de Vendas ou Publicidade. A verdade é que vendas e publicidade fazem parte do marketing, no entanto o marketing é muito mais que isso.
Para melhor entendimento é importante ver algumas definições que possam desmascarar o conceito já preestabelecido por boa parte do público, e mesmo de alguns empresários. Esses, usam o marketing o tempo todo, porém, não de forma plena, pois simplesmente não sabem o seu real significado e processos que o compõe.
Segundo Kotler: “O marketing é a ciência e a arte de explorar, criar, proporcionar valor para satisfazer as necessidades e desejos insatisfeitos. Ele define, mede e quantifica o tamanho do mercado identificado e o seu potencial de lucro. Identifica com precisão quais segmentos a empresa tem capacidade de servir, além de projetar e promover os produtos e serviços adequados.”¹
Já nesse primeiro conceito, pode-se perceber que o marketing é anterior ao produto, ou seja, quando se idealiza um produto(criação), já está presente o marketing. Mas a venda só existe a partir do produto. O ato de vender é o ato cambial(troca) de mercadorias por moeda(dinheiro).
O Marketing está ligado a todo processo de desenvolvimento e execução de idéias, produtos e serviços cuja finalidade seja suprir uma necessidade ou um desejo do ser humano. Dessa forma é importante atentar para a magnitude do marketing, já que, para suprir alguma coisa devemos saber o que devemos suprir. Então, vamos pensar de forma sistemica:
Marketing: Todo processo que busca suprir necessidades e desejos.
Processo Básicos do Marketing
Saber qual necessidade de um determinado público – PESQUISA
Avaliar riscos, custo-benefício, capacidade da empresa, capacidade do mercado, etc – ANÁLISE
Elaborar meios de atingir esse mercado – PLANEJAMENTO
Criar ou oferecer o produto: – VENDA
Veicular mídia “paga” nos veículos de comunicação – PROPAGANDA
Veículos de comunicação fazem veiculação “gratuita” do produto/serviço ou marca: PUBLICIDADE
Conquistar, Manter e Fidelizar a clientela – RELACIONAMENTO
Promover o produto interna e externamente – PROMOÇÃO
Motivar funcionários ao cumprimento das metas – GESTÃO DE PESSOAS
Portanto, Marketing é fundamental para o sucesso de qualquer empresa. Mas, caso não seja utilizado de forma plena a empresa pode perder dinheiro, pois poderia ganhar bem mais se detivesse do conhecimento ou do apoio profissional para explorar o mercado.
obs: Artigo publicado em 14/08/2008 – Republicado a pedidos.
Referências:
1-KOTLER, Philip. O Marketing sem Segredos. Trad. Bazan Tecnologia e Linguística. Porto Alegre: Bookman, 2005.
Identidades visuais como estilos de vida.
A identidade visual tem papel decisivo no reconhecimento de uma marca e a empresa que ela representa. Assim, o gerenciamento de identidade deve ser bem elaborado e dirigido ao público de acordo com a real posição que a empresa ocupa ou deseja ocupar no futuro. Não obstante, na elaboração do plano de marketing, diretrizes devem ser criadas a fim de esclarecer o posicionamento da empresa perante a sua área de atuação.
Princípios básicos como Visão e Missão devem servir de apoio para o reconhecimento da imagem institucional por colaboradores, parceiros e clientes. O valor de uma marca depende diretamente do trabalho de marketing empenhado no posicionamento da identidade.
Marcas fortes como Coca-Cola, IBM e Armani, estabeleceram-se como identidades globais graças a direcionamentos bem definidos de seu posicionamento perante as exigências mercadológicas.
Para um melhor entendimento sobre identidade visual é importante conhecer alguns saber que o marketing classifica o posicionamento de identidades de três formas: monolítica, marcada e endossada. Na identidade monolítica a empresa é a marca e todo processo de identidade é fundamentado na imagem da instituição como um todo. Esse tipo de identidade é mais comum quando os negócios da empresa são mais homogêneos (caso de bancos, companhias aéreas e petrolíferas).
O principal ponto fraco da identidade monolítica é a falta de flexibilidade. Segundo Pinho (1996):
“No caso da IBM, uma organização tipicamente monolítica, a excessiva dedicação aos computadores de grande porte impediu o desenvolvimento de personalidades de marcas distintas e abriu espaço para que os concorrentes surgissem e ocupassem o nicho de mercado para microcomputadores. Isso dez anos depois da IBM ter criado o PC.”1Ainda hoje a IBM é reconhecida por criar soluções para empresas de grande porte, mesmo com toda a reestruturação de marca e identidade a empresa não se destaca em relação a sua própria criação o Computador Pessoal.
A identidade de marca é encontrada principalmente em empresas de bens de consumo, que tem grande variedade de produtos com marcas fortes, no entanto a marca-mãe que representa a empresa é pouco conhecida ou divulgada. Nesse tipo de identidade as marcas são mais conhecidas do que a empresa que elas representam. Segundo Schmitt e Simonson (2002)
“A identidade de marca pode ter sido criada intencionalmente (por exemplo: no caso do sistema de gerenciamento da Procter & Gamble) ou por meio de aquisições de marcas importantes que tinham enorme patrimônio de marca. Uma empresa pode também criar uma marca autônoma porque a imagem da marca pode não se beneficiar de uma ligação com a empresa ou atrair diferentes segmentos de mercado (como é o caso da Red Dog da Miller Breweries e MAC da Estée Lauder**).”2
Identidade endossada é a mistura das identidades monolíticas e de marca. Esse tipo de identidade é bastante utilizada na indústria da moda. Schmitt e Simonson (2002) citam como exemplo a grife Armani que tem quatro linhas ligadas verbal e visualmente: Giorgio Armani, Empório Armani, Mani (vendida em lojas de departamentos) e AX by Armani.
O interessante na identidade endossada é a capacidade de direcionar produtos de uma marca para públicos diferenciados anteriormente não atingidos. O uso de marcas autônomas facilita esse direcionamento ainda segundo Schmitt e Simonson (2002), as marcas utilizadas pela grife Armani tem direcionamento específico, por exemplo, a marca Giorgio Armani é formal, Empório Armani é casual chique, Mani é de roupas de trabalho e AX by Armani (conhecida também como Armani Exchage) é bastante casual.
Percebe-se claramente pelo exposto até aqui, a importância da identidade visual e seu posicionamento no mercado. Gerenciar uma marca não é apenas gerir a apresentação visual de uma empresa é sim direcionar de forma adequada recursos visuais, verbais e sensoriais de toda instituição e em todos os aspectos, ou seja, gerenciar a estética institucional.
Somos a interpretação da sociedade. Por isso, é crucial a definição estética da empresa. A sensação do público diante da imagem da organização através de um produto, atendimento ou mesmo diante de uma campanha publicitária deve ser homogenia.
O maior pecado que uma empresa pode cometer com seu mercado consumidor é vender uma imagem que não remete a realidade. De nada adianta, por exemplo, a imagem de uma instituição jovem e voltada a ao atendimento se o cliente, na hora da verdade, percebe que era apenas um jogo publicitário e sai insatisfeito.
Gerenciar identidades é gerir sensações que a imagem da empresa prega e que obrigatoriamente deve cumprir em todos os momentos e em todos os níveis. A sociedade está afoita por novidades, os produtos já são muito similares, no entanto o que diferencia a marca A e B são os aspectos sensoriais que sua imagem é capaz de prover.
Uma boa identidade é torna-se uma marca forte. Entretanto, uma identidade gerenciada com excelência torna-se um estilo de vida. Quem compra um MAC não busca apenas um computador, o mesmo ocorre com a Harley-Davidson que é bem mais que uma motocicleta. O fato é: O consumidor procura o valor agregado do produto não o produto em si. Compradores do MAC buscam qualidade, design, status, assim como os da Harley-Davison procuram estilo, status, prazer. Fazer com que as pessoas se Identifiquem com o produto de tal forma que não apenas o reconheçam, mas defendam com todas as suas forças, esse é o principal desafia da gestão de identidade.
Fontes —————– 1 – Fonte: PINHO, José Benedito. O Poder das Marcas, 3 Edição, São Paulo, Summus Editorial, 1996 2- SCHMITT, Bernd e SIMONSON, Alex. A estética do Marketing. Trad. Lúcia Simonini – São Paulo: Nobel, 2002 * – Estée Lauder – É uma marca de cosméticos bastante conhecida nos EUA, onde seus produtos são comercializados em lojas de luxo, principalmente em Nova York. A marca MAC, mencionada na citação refere-se a Make-Up Art Cosmetics adquirida pela Estée Lauder em 1998.A importância da segmentação
Atender bem e oferecer produtos de qualidade não é mais um diferencial, é uma obrigação. Os profissionais de marketing devem estar atentos as necessidades dos consumidores, principalmente aquelas que a concorrência, ainda, não atende.
Todos os dias somos bombardeados com publicidade. Seja na internet, na rua, na TV, rádio, celular via SMS ou telemarketing, etc. Por isso anunciar de forma efetiva tem sido um desafio cada vez maior. Afinal, seu anúncio deve destacar-se diante do mar de informações que nos rodeia.
Pensando nisso, muitas empresas buscam a segmentação. Ou seja, separam seus consumidores por grupos que tem desejos semelhantes e a partir disso, segmentam seus produtos e promoções. Segundo GAMBLE, Paul R. [et al]:
“Agora, o segredo é descobrir o que o consumidor deseja da empresa. Isso pode permitir a implementação de uma segmentação focada em benefícios ao cliente. Uma empresa de turismo e lazer, por exemplo, pode identificar desejo por aventura, por descanso e por ter monitores para manterem as crianças entretidas como possível benefício aos clientes com famílias e filhos pequenos. No entanto cada um desses é um benefício distinto e requer diferentes propostas aos clientes. 1“
No entanto, é preciso analisar a capacidade da empresa em atender cada segmento em especial. Dessa forma, caso a empresa não tenha a competência técnica para o atendimento de determinado segmento ela deve considerar a possibilidade de deslocar seus recursos para outro segmento ou mesmo reestrutura-se para atender a aquela demanda. Nesse ponto a análise estratégica pontua o custo-benefício de cada segmento.
Segmentar é um grande desafio. Por isso, essa missão deve ser passada a profissionais competentes a fim de fazer essa tarefa da melhor forma possível. O processo de segmentação vai além das pesquisas, pois para implementar esse tipo de estratégia é importante analisar criteriosamente cada segmento para, só então, definir as prioridades e foco de campanha. Segundo Kotler (2005):
“Os métodos de segmentação passaram por diversos estágios. Inicialmente, os pesquisadores se voltaram para a segmentação demográfica por causa da disponibilidade imediata dos dados demográficos – Tendo descoberto que as pessoas dentro desses segmentos demográficos não apresentavam necessariamente o mesmo padrão de consumo, os pesquisadores passaram a adotar a segmentação comportamental, classificando as pessoas de acordo com a sua disposição para comprar, motivação e atitude. Uma forma dessa classificação foi à segmentação por benefícios, que classificou os clientes de acordo com o principal benefício que buscavam no produto. Outra forma foi à segmentação psicográfica, que classificou as pessoas de acordo com as características de seu estilo de vida. Mais recentemente, os pesquisadores buscaram a segmentação por nível de fidelidade, prestando mais atenção aos clientes que podiam ser mantidos por mais tempo e com mais lucratividade do que outros clientes. No final das contas, a análise de segmentação é uma busca pela compreensão da natureza do cliente, e ela pode proporcionar uma grande recompensa aos profissionais de marketing que sejam os primeiros a identificar novas variáveis para classificar clientes”2
Segmentar é preciso. Então, faça a segmentação de seus produtos de forma séria. Afinal, existem excelentes profissionais de marketing que podem dar a direção certa para que sua a empresa navegue bem durante a tempestiva complexidade do mercado global.
O sucesso é alcançado não apenas por desejos, mas sim, com trabalho duro e pessoas certas nos lugares adequados.
Fontes:
1 – GAMBLE, Paul R. [et al]. A Revolução do Marketing, trad. Maiza Prande Bernardello – São Paulo: Futura, 2007.
2 – KOTLER, Philip. O Marketing sem Segredos, trad. Bazan Tecnologia e Linguistica. – Porto Alegre: Bookman, 2005.


