Identidades visuais como estilos de vida.
A identidade visual tem papel decisivo no reconhecimento de uma marca e a empresa que ela representa. Assim, o gerenciamento de identidade deve ser bem elaborado e dirigido ao público de acordo com a real posição que a empresa ocupa ou deseja ocupar no futuro. Não obstante, na elaboração do plano de marketing, diretrizes devem ser criadas a fim de esclarecer o posicionamento da empresa perante a sua área de atuação.
Princípios básicos como Visão e Missão devem servir de apoio para o reconhecimento da imagem institucional por colaboradores, parceiros e clientes. O valor de uma marca depende diretamente do trabalho de marketing empenhado no posicionamento da identidade.
Marcas fortes como Coca-Cola, IBM e Armani, estabeleceram-se como identidades globais graças a direcionamentos bem definidos de seu posicionamento perante as exigências mercadológicas.
Para um melhor entendimento sobre identidade visual é importante conhecer alguns saber que o marketing classifica o posicionamento de identidades de três formas: monolítica, marcada e endossada. Na identidade monolítica a empresa é a marca e todo processo de identidade é fundamentado na imagem da instituição como um todo. Esse tipo de identidade é mais comum quando os negócios da empresa são mais homogêneos (caso de bancos, companhias aéreas e petrolíferas).
O principal ponto fraco da identidade monolítica é a falta de flexibilidade. Segundo Pinho (1996):
“No caso da IBM, uma organização tipicamente monolítica, a excessiva dedicação aos computadores de grande porte impediu o desenvolvimento de personalidades de marcas distintas e abriu espaço para que os concorrentes surgissem e ocupassem o nicho de mercado para microcomputadores. Isso dez anos depois da IBM ter criado o PC.”1Ainda hoje a IBM é reconhecida por criar soluções para empresas de grande porte, mesmo com toda a reestruturação de marca e identidade a empresa não se destaca em relação a sua própria criação o Computador Pessoal.
A identidade de marca é encontrada principalmente em empresas de bens de consumo, que tem grande variedade de produtos com marcas fortes, no entanto a marca-mãe que representa a empresa é pouco conhecida ou divulgada. Nesse tipo de identidade as marcas são mais conhecidas do que a empresa que elas representam. Segundo Schmitt e Simonson (2002)
“A identidade de marca pode ter sido criada intencionalmente (por exemplo: no caso do sistema de gerenciamento da Procter & Gamble) ou por meio de aquisições de marcas importantes que tinham enorme patrimônio de marca. Uma empresa pode também criar uma marca autônoma porque a imagem da marca pode não se beneficiar de uma ligação com a empresa ou atrair diferentes segmentos de mercado (como é o caso da Red Dog da Miller Breweries e MAC da Estée Lauder**).”2
Identidade endossada é a mistura das identidades monolíticas e de marca. Esse tipo de identidade é bastante utilizada na indústria da moda. Schmitt e Simonson (2002) citam como exemplo a grife Armani que tem quatro linhas ligadas verbal e visualmente: Giorgio Armani, Empório Armani, Mani (vendida em lojas de departamentos) e AX by Armani.
O interessante na identidade endossada é a capacidade de direcionar produtos de uma marca para públicos diferenciados anteriormente não atingidos. O uso de marcas autônomas facilita esse direcionamento ainda segundo Schmitt e Simonson (2002), as marcas utilizadas pela grife Armani tem direcionamento específico, por exemplo, a marca Giorgio Armani é formal, Empório Armani é casual chique, Mani é de roupas de trabalho e AX by Armani (conhecida também como Armani Exchage) é bastante casual.
Percebe-se claramente pelo exposto até aqui, a importância da identidade visual e seu posicionamento no mercado. Gerenciar uma marca não é apenas gerir a apresentação visual de uma empresa é sim direcionar de forma adequada recursos visuais, verbais e sensoriais de toda instituição e em todos os aspectos, ou seja, gerenciar a estética institucional.
Somos a interpretação da sociedade. Por isso, é crucial a definição estética da empresa. A sensação do público diante da imagem da organização através de um produto, atendimento ou mesmo diante de uma campanha publicitária deve ser homogenia.
O maior pecado que uma empresa pode cometer com seu mercado consumidor é vender uma imagem que não remete a realidade. De nada adianta, por exemplo, a imagem de uma instituição jovem e voltada a ao atendimento se o cliente, na hora da verdade, percebe que era apenas um jogo publicitário e sai insatisfeito.
Gerenciar identidades é gerir sensações que a imagem da empresa prega e que obrigatoriamente deve cumprir em todos os momentos e em todos os níveis. A sociedade está afoita por novidades, os produtos já são muito similares, no entanto o que diferencia a marca A e B são os aspectos sensoriais que sua imagem é capaz de prover.
Uma boa identidade é torna-se uma marca forte. Entretanto, uma identidade gerenciada com excelência torna-se um estilo de vida. Quem compra um MAC não busca apenas um computador, o mesmo ocorre com a Harley-Davidson que é bem mais que uma motocicleta. O fato é: O consumidor procura o valor agregado do produto não o produto em si. Compradores do MAC buscam qualidade, design, status, assim como os da Harley-Davison procuram estilo, status, prazer. Fazer com que as pessoas se Identifiquem com o produto de tal forma que não apenas o reconheçam, mas defendam com todas as suas forças, esse é o principal desafia da gestão de identidade.
Fontes —————– 1 – Fonte: PINHO, José Benedito. O Poder das Marcas, 3 Edição, São Paulo, Summus Editorial, 1996 2- SCHMITT, Bernd e SIMONSON, Alex. A estética do Marketing. Trad. Lúcia Simonini – São Paulo: Nobel, 2002 * – Estée Lauder – É uma marca de cosméticos bastante conhecida nos EUA, onde seus produtos são comercializados em lojas de luxo, principalmente em Nova York. A marca MAC, mencionada na citação refere-se a Make-Up Art Cosmetics adquirida pela Estée Lauder em 1998.Plano de Presença online

Com a internet os meios de comunicação não são mais unilaterais. A exposição dos produtos na mídia necessita do feedback do consumidor, pois, essa é uma das exigências básicas impostas pelo avanço tecnológico. Segundo o site Webinsider:
“Antigamente, os canais de comunicação eram “unilaterais”. A mensagem era enviada e deveria ser absorvida pelo grande público. Não gerava troca de experiências, muito menos feedback por parte de seus interlocutores. Ou seja, as marcas falavam de si e apresentavam seus produtos de forma parcial, destacando sempre suas qualidades e criando situações, parte das vezes, irreais. Com a internet esse “formato de comunicação” vem perdendo espaço. A web não democratizou apenas o acesso à informação, mas permitiu que vários novos canais surgissem. Canais de vários tamanhos e formatos. Alguns estruturados e de grande porte, outros tão pequenos como uma pessoa em relação à população de um grande país. Mas todos com sua própria audiência. Com isso novas vozes são ouvidas e as marcas perderam a força absoluta que detinham de falar de si próprias sozinhas. Agora, a comunicação passa a ser “bilateral” ou interativa, como dizemos atualmente, e todos, que outrora só podiam ouvir, agora também têm espaço/oportunidade para falar. Portanto, mais importante do que falar, as empresas agora se preocupam em conversar com seu público. O estímulo gerado não é limitado à compra (embora este permaneça sendo o objetivo final), mas à interação, que acaba ocorrendo em vários níveis, permitindo às empresas interagir com seu mercado consumidor de uma maneira muito mais profunda e lucrativa.” 1
O plano de presença on-line (PPO) estabelece a melhor forma de interagir com os diversos canais de mídia disponíveis para obter o melhor resultado possível. A interação com o cliente é um dos pontos estudados no PPO, bem como, a utilização dos comentários positivos e negativos deixados pelos consumidores de forma a valorizar os pontos fortes e corrigir ou rebater pontos negativos.
Hoje não basta a empresa ter um site, isso é o básico. Para alcançar o sucesso na rede é imprescindível que o site tenha um PPO, para estar visível na rede, por via dos sistemas de busca.
O Plano de Presença online tem como fundamentos principais os 3C: Conteúdo, Comunidade e Comércio.
- Conteúdo: O princípio fundamental para o reconhecimento da empresa. As pessoas precisam perceber os benefícios oferecidos pelo site da instituição, seja por meio de websites, hotsites ou blogs. Por isso, o conteúdo deve ser bem estudado e direcionado ao público alvo da mídia.
- Comunidade: A empresa deve buscar a maior interação possível com seus clientes ou prospects. Sistemas de SAC, ou formulários de comentários/sugestões são fundamentais para que o cliente expresse suas impressões sobre o site, portanto esses canais devem ser valorizados e direcionados estrategicamente a melhorias dos produtos e serviços oferecidos.
- Comércio: No momento em que a empresa é reconhecida pelo público, as negociações começam a surgir. Neste ponto é importante ter respostas rápidas e eficientes para fortalecer as relações de compra. Utilizar um sistema e-commerce é interessante, mas ainda não é fundamental. O importante é que o site ofereça canais que possibilitem ao internauta o acesso a informações orçamentárias, e conclusão de compra. Observe que isso pode ser feito inicialmente via formulário de contato, e posteriormente por telefone (para fechar o negócio), não necessariamente exigindo um sistema de vendas online. O site xeque-mate afirma que:
Que a Internet é um meio importante para divulgação de produtos e serviços todo mundo sabe, o que é pouco discutido é a forma como o visitante deve se relacionar com uma marca. Planejar a presença virtual de uma empresa é a chave para o sucesso de qualquer estratégia on-line. Antes de pensar no layout do site você tem que pensar em como vai ser a experiência on-line da empresa, ou em bom “corporativez”, o Plano de presença. O plano de presença vai abordar o que vai ser feito para atrair visitantes para seu site e como fazer para que retornem mais vezes e você possa iniciar um diálogo. Chamamos essas duas respectivamente de: Presença ativa - Toda ação que tem como objetivo atrair visitantes para a presença receptiva. Isso inclui propaganda, ações de marketing viral, promoções, indicações, e-mail marketing e marketing de permissão. Essas e outras estratégias serão abordadas em outras matérias. Presença receptiva - Tudo que estará disponível on-line para funcionários, clientes, parceiros e fornecedores. Ex: O site institucional da empresa, uma extranet com ferramentas de comunicação para integrar funcionários de várias filiais ou uma loja virtual. A premissa básica da presença receptiva é: Todo visitante precisa ser bem atendido, do “heavy user” (o famoso Nerd) que navega vinte horas por dia ao usuário mais tecnofóbico, do consumidor freqüente ao marinheiro de primeira viagem. 2Kotler, já afirmava em 2005 que a internet é uma mina de ouro de informações sobre mercados, consumidores, varejistas, concorrentes e produtos. Segundo ele, as pessoas estão muito pressionadas pelo tempo e a internet oferece ótimas informações para avaliar ofertas e fazer encomendas de maneira conveniente. As empresas podem pesquisar mercados, clientes e concorrentes, além de distribuidores, revendedores e fornecedores pela internet3
A internet é o meio de comunicação com maior abrangência da atualidade, pois, o acesso pode ser feito de qualquer ponto do Globo, dessa forma, é importante dar a relevância necessária a esse canal de comunicação. Empresas de mídia impressa, televisiva e radio difusora já utilizam esse meio como forma fortalecer seus serviços. A internet não representa mais o futuro. Pois é o presente, o hoje, o agora e deve ser utilizada com sabedoria, pois pode representar o sucesso ou o fracasso dos negócios.
Fontes
1- http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/04/02/o-que-e-um-plano-de-presenca-online/
2- http://www.xeque-mate.com.br/blog.htm
3- KOTLER, Philip. O Marketing sem Segredos, trad. Bazan Tecnologia e Linguistica. – Porto Alegre: Bookman, 2005.
O sucesso do e-commerce

A internet é um mundo de possibilidades. A rede derruba fronteiras, quebra barreiras culturais, de idiomas, etc. Segundo o e-bit as vendas pela web tendem a crescer em 2009, mesmo diante da crise, expectativas preliminares divulgadas em meados de janeiro pela empresa dizem que o crescimento do e-commerce deverá ser de 20% a 25%.
O consumidor online precisa ter uma experiência agradável antes de efetuar a compra. Não basta oferecer preço, qualidade, rapidez na entrega, isso é o básico que se espera. O importante agora é surpreender. Envolver o cliente em uma experiência prazerosa de compra é o que está fazendo a diferença.
O varejo ganhou força com o comércio eletrônico, lojas online como as americanas.com e submarino, só para citar alguns exemplos, abriram as portas do e-commerce no Brasil.
A barreira da desconfiança que parecia impedir um crescimento maior no setor tem diminuído a gradativamente, pois, as empresas desse setor, investem constantemente em segurança eletrônica o que viabiliza o processo de compra, com a possibilidade de comparar rapidamente preços e produtos, e comprar parcelado de forma segura, o e-commerce vem ganhando força. Segundo o site portaldomarketing.com.br:
“É neste cenário inédito que as empresas do varejo parecem ditar as normas. O Walt Mart, por exemplo, contabiliza faturamento maior do que qualquer indústria, superior, inclusive, ao PIB de muitos países, como o do Brasil. Organizações como o Walt Mart podem determinar o que querem produzir, a que preço e onde seus pedidos devem ser entregues. Elas têm o mundo aos seus pés, pronto a atendê-las. A verdade é que o varejo nunca foi tão imponente no mundo dos negócios quanto tem sido nesta década. Mas, afinal de contas, o que empresas como o Walt Mart estão fazendo para contabilizar tanto sucesso? Certamente, não foi uma única ação que as levaram ao atual patamar de realização. Contudo, parece que o desafio de interagir com pessoas, de forma pragmática, não tem sido um problema para elas, não é mesmo? Talvez aí esteja o verdadeiro diferencial competitivo das organizações vencedoras, as quais conseguem encantar os clientes e elevar a força de vendas a patamares que as blindam de concorrentes menos atentos.”Outra novidade que vem empolgando empresários do setor de e-commerce é o aumento significativo das compras dos consumidores da classe C. Que há pouco tempo não tinham acesso à rede. Segundo o site e-commerce.tv.br:
“A classe C é a que mais cresce entre os consumidores on-line. No Pontofrio.com, inclusive, já há estratégias especificas para esse público, como apresentação do produto em vídeo, em 3D, parcelamento maior e outras vantagens para fidelizar o cliente. “Os consumidores da classe C muitas vezes não compram na primeira vez, são menos impulsivos e gostam de pesquisar”, afirma Patrick Scripilliti, Gerente de Marketing do Pontofrio.com em entrevista para o Mundo do Marketing. Até o fim deste mês, a rede de varejo ampliará o número de parcelas para as compras on-line, que hoje estão em 12 parcelas, na média. Se antes o jovem era quem comandava as vendas on-line, hoje essa faixa etária mudou. Dados do Ibope mostram que no período entre julho de 2005 e julho de 2006, dos brasileiros que fizeram compra pela Internet, apenas 19% tinham entre 35 e 44 anos. O mesmo período foi analisado entre os anos de 2007 e 2008 onde esse percentual subiu para 28%.”O sucesso não é algo fácil de alcançar. Contudo, com uma boa idéia, planejamento, e acima de tudo, persistência. O empreendedor pode chegar onde deseja. O importante é estar antenado as tendências mercadológicas e persistir. Muitos dirão que é complicado, outros que é impossível, no entanto cabe a você acreditar. Empreender envolve riscos, mas como diz o dito popular “quem não arrisca não petisca.”
Fontes
1- Revista Portuáris: Acesso em:
http://www.revistaportuaria.com.br/site/?home=noticias&n=CSmzT&t=vendas-online-prometem-crescimento-2009
2- Portal do Marketing: Acesso em: http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Quer_saber_o_segredo_das_empresas_de_sucesso.htm
O Turismo começa na rede.
março 1, 2009 by Gil Lemos
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O potencial turístico brasileiro é enorme e pode ser explorado de forma mais efetiva com a ajuda da internet. Hoje, já é possível comprar passagens, ver distâncias entre as cidades, fazer reservas em hotéis, e até comprar pacotes turísticos, sem sair de casa. Muitas viagens são programadas totalmente pela rede, pois, diante de seus computadores, clientes buscam os melhores destinos, locais de hospedagens, passeios disponíveis, etc. Ou seja, ao visitar sites que oferecem serviços ligados ao turismo, medem os parâmetros de custo-benefício e finalizam o processo de compra diretamente no site. Segundo a revista Yahoo Insider (2007): 1
A internet é hoje a maior plataforma para busca de informação sobre pacotes turísticos e condições de pagamento para quem deseja viajar. Segundo a pesquisa Webshoppers, elaborada pela E-bit com apoio da Câmara E-net, referente a agosto e setembro deste ano, 62% dos entrevistados afirmam colher na web detalhes sobre valores e destinos. O número é maior do que aqueles que visitam as agências (51%). Campo promissor para o segmento de turismo expandir seus negócios. “A Internet é o meio de maior afinidade com o (nosso) público-alvo”, garante Márcia Galvão, gerente de vendas para o Brasil da Emirates, companhia aérea que inaugurou suas operações no país em outubro deste ano. Com a possibilidade de mensuração dos resultados, a empresa consegue identificar o ROI (Return on Investment) de cada ação e realizar otimizações ao longo das campanhas, “sempre objetivando as melhores relações custo-benefício”. Estar presente na internet é essencial para incrementar os negócios. Se a empresa for do ramo de turismo a necessidade é ainda maior. O Site, ao demonstrar o produto por meio de recursos multimídia, é um importante instrumento para exibição e criação do conceito do produto. O cliente tem a possibilidade de obter um volume muito grande de informações, de acordo com suas necessidades.Segundo Nakamura2, Como uma Central de Atendimento aberta 24 horas, o site permite ao usuário obter toda sorte de informações, podendo fazer comparações entre serviços e preços na mesma área. Também poderá interagir com a empresa, seja por meio de mensagens eletrônica (e-mail), formulários, programas de mensagem instantânea (MSN) ou vídeo-conferência.
Considerar uma estratégia de internet pode ser a o que falta para o crescimento expressivo da empresa. As vendas pela internet crescem a um ritmo frenético, o que tem motivado o varejo. Segundo a folha online (2008): 3
“O faturamento do comércio eletrônico no Brasil deve fechar o ano com crescimento de 35% sobre 2007, aponta relatório divulgado nesta quarta-feira (15) pela consultoria e-bit. De acordo com o levantamento, as vendas on-line devem atingir faturamento de R$ 8,5 bilhões. A consultoria afirma que o resultado no comércio eletrônico está relacionado ao aumento no número de consumidores, que cresceu 42% de janeiro de 2007 a junho de 2008. “Isso significa que as lojas virtuais conquistaram cerca de 3,5 milhões de novos compradores. Só no primeiro semestre deste ano o faturamento foi de R$ 3,8 bilhões”, afirma a e-bit. Atualmente, mais de 11,5 milhões de pessoas, segundo a consultoria, já experimentaram comprar algum tipo de produto pela internet.”Fica claro diante das tendências mercadológicas e de publicidade que a mídia on-line é uma realidade que alcança um número cada vez maior dos usuários que antigamente eram atingidos pela TV.
Estar na internet é fundamental, e mais importante do que isso é saber atingir seu publico alvo de maneira eficaz, pois não basta ter um site, além disso, é preciso oferecer informações claras, interatividade e criatividade para tornar a página atraente ao usuário on-line.
Fontes
1- Yahoo Insider, Notícias e tendências da internet no Brasil e no mundo, Nº11 – Nov/Dez 2007.
Acesso em: http://www.publicidadeyahoo.com.br/pdf/insider/insider11.pdf
2- NAKAMURA, Rodolfo. A internet e o Marketing Turístico,
Acesso em: http://www.slingshot.online.pt/marketing-turistico
3- Folha Online – Acesso em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u466667.shtml
Diga-me o que lês e te direis quem és

No Brasil, devido à falta de incentivo a leitura, profissionais vão para o mercado com o currículo cheio de cursos de especialização e idiomas, entretanto ainda falham no português. Isso ocorre porque ler deve ser um hábito diário. Pesquisas já demonstraram inúmeras vezes que quanto mais você lê, melhor escreve. Dessa forma, ler é tão importante quanto fazer cursos de especialização. Segundo SILVA (2008):
“A falta de leitura gera alguns dos tipos mais curiosos de analfabetismo conhecidos, tais como: o social, o tecnológico, o cultural, o legal, o estrutural, e outros tantos que têm criado problemas de perdas e custos doentes para as empresas. Diante destes problemas as áreas de pessoal estão sendo modificadas e ajustadas a programas que envolvem desde Endomarketing, Endoqualidade, até um modelo de Universidade Corporativa em grandes empresas que está pouco a pouco promovendo a extinção dos “Departamentos de Recursos Humanos”. 1
Ler proporciona aquisição de novos conhecimentos, aprimoramento de vocabulário, mais habilidade na escolha das palavras. Além disso, o profissional que se dedica a leitura e foca um maior conhecimento para atividade, produtos e clientela adquire maior capacidade negocial e diálogo diferenciado o que incrementa sua possibilidade de venda.
Ter algum conhecimento sobre o que está acontecendo no mundo, no país, na sua cidade, dá um leque de informações que podem ser debatidos com o cliente, caso seja do interesse dele, tornando a negociação mais agradável. A venda não deve ser um empurrão e sim uma experiência única, na qual o cliente deve se sentir confortável para exprimir seus sentimentos e dar insights sobre seu comportamento e percepção do que está sendo oferecido pela empresa.
Softwares, cada vez mais poderosos, avaliam pormenores de compras para gerar relatórios comportamentais que servem como guia para a estratégia da empresa. No entanto, o diálogo com o cliente ainda é primordial para coleta de dados subjetivos e/ou não mensuráveis por pesquisas convencionais. De acordo com GAMBLE, Paul R, et al (2007):
“Ao planejar e gerenciar a experiência do cliente é importante buscar superar as expectativas apenas em assuntos que realmente façam a diferença para o consumidor e limitar-se a atendê-las nos demais casos. Aqui, os insights do consumidor são vitais porque podem ajudar a estabelecer quais partes da proposta de valor e da experiência são mais valorizadas, bem como quais pontos do ciclo de vida do cliente ou canais ou canais promocionais tem mais valor. “2
Conhecer é antes de tudo experimentar. O conhecimento é adquirido de acordo com as interpretações das experiências que temos durante a vida. A maneira como vemos o mundo e o interpretamos é que define quem somos. Por isso, quanto mais experiência tivermos, maior será nosso discernimento em relação ao mundo, e maior nossas possibilidades de sucesso.
O hábito da leitura traz em si mesmo experiências diversas, não apenas pelo que está escrito, mas também pela imaginação e interpretação do leitor que forma em sua mente percepções diferenciadas sobre uma mesma leitura. Aqui, chegamos ao ponto que tem movido tendências mercadológicas globais “a experiência como fator diferencial da empresa”, ou em outras palavras, a impressão global do consumidor em relação ao produto e/ou serviço adquirido. SCHMITT e SIMONSON (2002) afirmam que:
“Impressões globais são formadas a partir de representações mentais da estética de uma organização ou marca por um processo mental de interpretação… Os clientes não são receptores passivos da produção estética de uma organização. São processadores ativos de informação dos diversos elementos de identidade que vivenciam a cada dia. Criticam e interpretam os elementos, estilos e temas primários para formar uma impressão global da organização ou de suas marcas. Todavia, uma parte do processamento pode se dar inconscientemente, enquanto outras partes podem ocorrer de maneira deliberada. O processamento deliberado é mais provável quando os clientes tem um interesse intrínseco em uma determinada empresa ou produto, ou quando são confundidos por uma campanha e tentam entendê-la. “3
Portanto, a pessoa que sempre lê, está em rota de colisão com o sucesso. Ou melhor, aquele que lê, entende, interpreta e utiliza o conhecimento adquirido como trampolim, é um alvo da oportunidade.
É um fato. Quanto mais conhecimento você tem, maior suas chances no mercado. Sua carreira é fundamentada na experiência de vida que você possui, suas habilidades em distinguir caminhos, sua facilidade de entender e fazer atividades de forma adequada.
Assim, como o tempo não espera e você não sabe se terá mais uma vida pela frente, então se lembre que a leitura será sua maior companheira,na estrada que guarda em um ponto qualquer a recompensa por toda sua dedicação.
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Fontes
1 – SILVA, Jovino Moreira da. O Desenvolvimento Humano e as Habilidades Essenciais (II). Artigo publicado em http://jovinodash.blogspot.com/ , acesso: 05/02/09.
2 – GAMBLE, Paul R. [et al]. A Revolução do Marketing, trad. Maiza Prande Bernardello – São Paulo: Futura, 2007.
3 – SCHMITT, Bernd; SIMONSON, Alex. A estética do Marketing, trad. Lúcia Simonini – São Paulo: Nobel, 2002.

