Anunciar é interagir.

jan 05, 2009 Sem comentários by

anuncio digital

De olho no “homem digital”, a publicidade tem buscado inovações que possam fluir pela internet. Mídias flexíveis com acesso disponível em smartphones, PDAs, notebooks, consoles ou qualquer equipamento ligado a rede.

A fragmentação da comunicação comercial tornou-se realidade. Com o crescimento da internet, a TV e o Rádio não tem mais a força que tinham. Dessa forma, as marcas e anunciantes buscam soluções inteligentes para atingir, de forma eficaz, o público alvo de suas campanhas.

Segundo, SANTOS (2008)1, os hábitos e atitudes mudaram:

  • O consumidor hoje vê o seu programa favorito de televisão no iPod.
  • Agenda os seus compromissos e a sua vida pelo PDA(ou telemóvel).
  • Faz juras de amor à namorada por SMS.
  • Flerta com outras pessoas no Second Life e no Hi5.

O indivíduo que permanece on-line 24 horas por dia, seja por necessidade (trabalho) ou por prazer (lazer), geralmente não encontra tempo para assistir TV ou ouvir rádio, portanto esse público, que está crescendo de maneira quase exponencial, não é atingido pelos meios convencionais de anúncios de massa. Assim, é necessária a utilização de meios digitais como banners, hotsites, anúncios digitais, ou outras mídias que sejam interessantes e despertem, nesse público, o desejo de consumo.

Em  2007,  o  total  de  internautas  no Brasil  avançou  21%,  chegando  a  40 milhões. Este crescimento foi ocasionado pelas vendas de computadores, que somaram 10,5 milhões e ultrapassaram, pela primeira vez, o total de aparelhos de televisão vendidos no País. Para o ano  de  2008, a  expectativa  da indústria é de um crescimento de 15%. Neste ritmo, poderemos estimar que no final 2008, o Brasil teve algo em torno de 45 milhões de usuários de internet no país2

Favorecido pelo aumento do acesso a rede, o e-commerce, segundo pesquisa do E-bit divulgada no E-Marketer, o comércio eletrônico dobra de tamanho no Brasil a cada dois anos, e o faturamento do setor foi de aproximadamente R$ 4 bilhões em 2007, crescimento de 43% frente ao ano anterior, e uma cifra quatro vezes maior que o faturamento do e-commerce brasileiro em 2005.

Para se ter uma idéia da importância do comercio eletrônico, veja os números: no Japão, país onde a proporção de internautas compradores é a maior do mundo, 82% dos internautas fazem compras on-line. Nos Estados Unidos, por outro lado, apenas 63% dos internautas fazem compras pela internet. Entretanto, o faturamento do e-commerce americano ultrapassa os US$ 100 bilhões. 3

Pela facilidade de consulta e comparação de preços na internet. O consumidor digital, em sua maioria,  pesquisa muito antes de comprar. Outras mídias que vem ganhando destaque no meio são as ligadas a links patrocinados, principalmente em sites de busca como o Google e o Yahoo.

Segundo a SEM Brasil, uma pesquisa, realizada em março de 2008 pela empresa Media-Screen e encomendada pelo Google, analisou o comportamento de usuários brasileiros que compraram produtos de mídia e entretenimento recentemente pela Internet. Dos 603 brasileiros participantes da pesquisa com o perfil analisado, 85% responderam que usaram a Internet no processo de avaliação e compra de serviços de mídia e entretenimento. De acordo com o Business Intelligence do Google Brasil, Gustavo Gasparini, as ferramentas de busca funcionam como portal de entrada para os websites. “No Brasil, 96% dos usuários usam o Google como ferramenta de busca principal para encontrar fontes de informação”, completa Gasparini.

Na pesquisa, foram entrevistados 603 brasileiros usuários da Internet. Dessas 603 pessoas, 57% têm menos de 35 anos, e ficam conectados em média 7 horas e meia por dia. 4

Com tanta informação a um clique de distância fica mais difícil saber para onde direcionar o capital  disponível à área de publicidade. Profissionais de marketing e agências, estão se adaptando as tendências atuais de mídia. Contudo, a convergência digital tende a transformar o meio publicitário, pois, assim como a internet, a TV digital possibilitará a interatividade entre anunciante e consumidor. O apelo promocional direto deve influenciar ainda mais o comportamento de consumo e, por isso, as campanhas devem ser mais elaboradas, visto que, poderão dar acesso a vendas instantâneas com feedback imediato do telespectador. 5

Fontes

1-       SANTOS, Sérgio H. Novas tendências da Publicidade: Da interrupção à Conversação, Palestra: Lisboa, 29 de Fevereiro de 2008.

2-       Coluna Elis Monteiro. Portal RJ Net. Acesso em: www.rjnet.com.br/tecnologiaclassecdominaainternet.php.

3-       Blog Doslucas. Acesso em: doslucas.blogspot.com/2008/07/crescimento-ecommerce-brasil.html

4-       SEM Brasil: Search Engine Marketing, Acesso em: http://www.sembrasil.com.br/noticias/pesquisa-aponta-que-usuario-usa-buscadores-como-porta-de-entrada-para-outros-sites.html

5-       Webinsider, Acesso em: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2004/07/15/tv-digital-vai-explorar-o-impulso-de-comprar/

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Sobre o autor

Graduado em Gestão Marketing, experiência na área de publicidade, design e webdesign, animação 3d e edição de vídeo não linear. Pós-graduando em Engenharia de Sistemas. Três livros escritos ainda não publicados. Atualmente, desenvolve trabalhos de consultoria de marketing, criação de sites e computação gráfica.
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