Sonho Digital

janeiro 19, 2009 by Gil Lemos  
Filed under Marketing

vaio_notebookEncontros virtuais, jogos on-line, celulares semelhantes a computadores, esses são alguns dos costumes atuais de nossa civilização. Foi-se o tempo no qual as crianças desejavam bicicletas, bonecas, ou jogos de tabuleiro. A era digital chegou para ficar e está mudando as tendências de consumo.

Principalmente entre o público jovem, o computador é um dos itens mais desejados que encabeçam a lista de preferência de consumo, demonstrada em uma pesquisa realizada pela BBC Brasil, com 26 mil usuários da internet em 52 países, no final do mês de setembro e no início de outubro de 2008.1 O PC já não é mais uma peça de luxo. Hoje, com a quantidade de informações e processos disponíveis na internet, ele é ferramenta fundamental.

Os governos já perceberam isso, as universidades também e principalmente o mercado. Os investimentos em TI tem aumentado de forma gradual nos últimos anos. Segundo pesquisa da IDC2:

“O volume de gastos em TI no Brasil este ano ficará no mesmo patamar dos cerca de US$ 24 bilhões a serem injetados pela Espanha em 2008. Entre os países emergentes que integram o chamado grupo de nações BRIC (grupo de nações em desenvolvimento formado por Brasil, Rússia, Índia e China)3, o Brasil só fica atrás da China (US$ 64 bilhões) nos investimentos em tecnologia, de acordo com o levantamento.

A região Sudeste do País segue sendo responsável pela maior parte dos investimentos em TI. Gerando praticamente metade do total, com US$ 10,3 bilhões, resultado também estimado para o que será investido por toda a África do Sul em 2008.”

Notebooks, cada vez mais leves, compactos e potentes vem enchendo as prateleiras e os olhos do consumidor que vê no equipamento uma maneira única de unir funções diversas de entretenimento, negócios e internet em um mesmo equipamento. Segundo a BBC Brasil:

“O Brasil aparece em segundo lugar em uma pesquisa sobre o consumo de produtos de entretenimento realizada pela consultoria Nielsen.

Além de um ranking geral, a Nielsen elaborou uma lista para quatro categorias: música, videogames, mídia digital e aparelho mais usado.

Na lista por países, o Brasil ficou atrás apenas das Filipinas na média geral. Por região, a América Latina ficou em primeiro lugar na pesquisa, seguida pela Ásia, pela América do Norte e pela Europa.”

Para se ter uma idéia, segue abaixo a lista dos equipamentos com a maior preferência de consumo.

1º lugar: Computador: 77% da preferência de consumo

2º lugar: TV de Plasma OU LCD: 75% da preferência

3º lugar: CD player 50%

4º lugar: DVD player 48%

5º lugar: Celulares, sem vídeo e/ou internet. 40%

6º lugar: Celulares, com vídeo e/ou internet. 30%

7º lugar: DVD Blu-Ray 3%

O que vem preocupando especialistas em comportamento humano é o impacto que a tecnologia tem nas relações interpessoais. Se por um lado ela melhora a qualidade de vida, tornando-a mais fácil e eficaz, por outro, ela tende a esfriar as relações entre as pessoas, que já não se encontram. Pelo menos, não pessoalmente. Os ambientes virtuais, tem tomado o espaço dos encontros casuais de amigos e familiares, ou seja, a máquina começa a estar entre o homem e seu semelhante.

O blog Informática e Sociedade chama a atenção para o outro lado da tecnologia. Ou seja, seu impacto nas relações humanas, segundo o site:

“Devemos continuar pensando que apenas estamos no começo da internet, apesar de ela ter pouco mais de 10 anos, ela ainda está no berço esperando para receber novas informações. Informações essas que não acabam nunca!!! O ser humano é capaz de identificar algo tecnológico? Será que nossa mente é um mundo amplo capaz de se deixar levar pela tecnologia ou a tecnologia se deixa levar pela nossa mente? Quem faz a tecnologia?” 4

Enquanto as máquinas aceleram processos a fim de disponibilizar mais tempo para o ser humano aproveitar melhor a vida. Devemos nos questionar sobre o que temos feito com esse tempo ganho. Esqueçamos de vez em quando, as salas de bate-papo, a internet, o celular e vamos viver um pouco na “era das cavernas”. Pois naquela época a vida tinha mais valor do que vemos hoje nas ruas, nos jornais ou nas tragédias que são retratadas no noticiário da TV.

Fontes

1 – http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3394115-EI4795,00-Brasil+e+em+ranking+de+consumo+de+entretenimento.html

2 – http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI2932422-EI4803,00.html

3 – http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL4772-9356,00-PAISES+BRIC+TERAO+DO+PIB+MUNDIAL+EM.html

4 – http://infoesociedade.blogspot.com/2008/03/o-impacto-da-tecnologia-da-informao-na.html

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