O Marketing na política
O marketing é uma ferramenta fantástica para o alcance das metas projetadas por qualquer pessoa ou empresa. Um bom Plano de Marketing demonstra as características esperadas pelo público alvo e dessa forma pode direcionar a produção e a campanha publicitária para maior eficiência nos resultados. Na área política o marketing se destaca mediante a utilização inteligente das informações sobre tendências e anseios do eleitorado.
Segundo ALMEIDA (2002), Marketing político é o segmento específico dentro da Comunicação mercadológica voltada para o ambiente político que visa estreitar a relação de expectativa de um determinado grupo de pessoas em relação às questões que envolvem seu cotidiano e a materialização da mesma em um candidato a um cargo público no período eleitoral através de suas propostas e projetos. ¹
Existem hoje em dia estratégias, sobre marketing político, ou seja, estas estratégias para melhoramento de campanha política. Um sistema novo sobre o assunto e o chamado “Marketing Político VoIP” lançado este ano 2008 pela empresa WD VoIP, nele o candidato grava as informações e logo depois envia para a empresa que cadastra em um sistema, que liga para os telefones cadastrados mediante data e hora. Para maiores informações entrem em: www.wdvoip.com.br ²
No mercado eleitoral, a essência do marketing é a “venda” do candidato/produto ao consumidor/eleitor. Ou o conjunto de estudos e medidas que provêem estrategicamente o lançamento e a sustentação de um candidato no mercado eleitoral, visando à vitória nas eleições.
O marketing é uma técnica, uma arma que, na democracia brasileira, aos poucos vem substituindo todos os demais métodos político-eleitorais. Se antes o que decidia era a opinião do chefe político do lugar, ou uma rede bem estruturada de cabos eleitorais, agora o que pesa é a imagem construída na campanha. Se antes o centro de uma campanha era constituído pelas propostas políticas, agora o núcleo, o carro chefe, o cérebro de uma campanha passou a ser o setor de marketing. ³
Mas como acontece com o produto, o marketing vende a imagem, entretanto, esta deve ser condizente com as ações do candidato eleito, pois a depender de suas atitudes, o político perde credibilidade com o público e aí, fica complicado reverter a situação, masmo com o uso do marketing.
Assim como no mercado, o eleitor tem acesso a um grande número de informações, seja através da internet, mídia ou mesmo no TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Nunca foi tão fácil comparar candidatos. Na era da informação o marketing ajuda o candidato, mas a globalização ajuda o eleitor.
No Brasil, infelizmente, boa parte da população ainda não tem computador em casa, e ainda sonha com a internet. Mas esses números estão mudando.
Segundo os dados do IBGE divulgados no site IDG Now, um quinto dos domicílios brasileiros já possui computador com acesso à internet. De acordo com o estudo, dos 56,43 milhões de domicílios brasileiros em 2007, 11,4 milhões possuem um micro com conexão à internet, penetração de 20,2%.
Ao se considerar máquinas sem acesso online, o número sobe para 15 milhões de lares (participação de 26,6%). Em 2006, mais de 12 milhões de lares tinham computador no Brasil (22,1%). 4
Ou seja, a quantidade de pessoas com acesso a internet vem aumentando de forma significativa nos últimos anos. A rede mundial de computadores tornou-se um forte instrumento de mídia e pesquisa. Dessa forma, as empresas e as pessoas, políticas ou não, devem utilizar a web de maneira inteligente, pois a macro-concorrência confunde o consumidor que nem sempre percebe o que difere cada pessoa/produto. O papel do marketing, nesse ponto, é decisivo. Afinal, o valor agregado é fundamental para percepção do diferencial de uma marca.
Fontes
1- ALMEIDA, Jorge. Marketing político, hegemonia e contra-hegemonia. Editora Fundação Perseu Abramo e Editora Xamã, 2002.
2- http://www.nao-til.com.br/nao-59/marketin.htm
3- http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_político
4- http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/09/18/um-quinto-das-casas-no-brasil-tem-pc-com-acesso-a-internet-diz-pnad-2007/
5- www.bocc.ubi.pt/pag/silva-fabio-marketing-politico-imagem.pdf



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