Eleições 2010: A verdade por trás das pesquisas de opinião!
Usar as pesquisas como arma eleitoral é uma dádiva de poucos profissionais de marketing. Na maioria das vezes essa ferramenta é utilizada de forma distorcida a fim de confundir eleitores desavisados ou aqueles que ainda têm dúvidas sobre seu voto. Contudo, o segredo do sucesso de uma boa campanha, baseia-se nos princípios do marketing: necessidades e desejos.
O eleitor é uma pessoa como outra qualquer, e tem medos e/ou expectativas em relação a esse ou aquele candidato. Muitas vezes ocorre a ligação de um candidato atual com o seu precursor, que não foi tão bom na opinião da massa ou mostrou tanta competência em sua administração que o povo espera a mesma linha, do seu sucessor.
Para reverter o resultado de uma eleição ou simplesmente ter sucesso em uma campanha devem-se fazer as perguntas certas às pessoas certas e assim buscar no candidato as características esperadas pelo público. Não adianta inventar. Tal como um produto, o eleitor não vai julgar apenas pela capa, é necessário conteúdo, empatia e capacidade de persuasão.
Encontrar a maneira certa de perguntar algo a alguém é o que dá qualidade a uma pesquisa. A análise sobre os pontos que realmente inferem em determinado tema devem ser explanados no questionário de forma clara e objetiva, evitando a fuga da resposta ou a sua distorção.
Para a maioria do público, as pesquisas são vistas de forma mais cotidiana durante as prévias de uma eleição. Pesquisas de opinião buscam prever o resultado das urnas de acordo com a resposta da amostra dos cidadãos votantes.
O interessante é descobrir quem são, e o que querem os eleitores. Principalmente os que não decidiram ainda ou os que tendem a mudar de voto. Para isso, profissionais de marketing, procuram nas ruas, internet, ou em outros meios, termos de interesse da população em relação aos candidatos.
Segundo Bil Trancer, em seu livro “Click”, se as pesquisas realmente funcionam como profecias autorrealizáveis (se meu candidato tem tão pouco apoio nas pesquisas, por que desperdiçar meu voto com ele?), resultados imprecisos podem alterar o comportamento dos eleitores e, em ultima análise, os da eleição.
Outra visão interessante é de Freud em seu livro “Psicologia das massas” em que descreve a dualidade entre ação individual do indivíduo e a atitude totalmente modificada quando o individuo age em grupo.
Dessa forma, mudar e/ou fortalecer a imagem do candidato em relação à massa é a grande sacada do marketing político. No Brasil, em que a corrupção e a quantidade de impostos superam-se a cada dia, o bom candidato é aquele, que na opinião da massa pode mudar o país ou não deixá-lo perder as conquistas que alcançou até agora.
É importante salientar ainda que o povo é quem decide a eleição e não uma classe específica da população. Se a grande maioria estiver insatisfeita com um determinado candidato não adianta “acender vela”, é necessário um novo foco da campanha, novas alianças e, em último caso, novo candidato.
























GOSTARIA APENAS DE ESCLARECER UMA COISA: PORQUE NUNCA NOS DIZEM QUE SE A TOTALIDADE DOS VOTOS CONFERIDOS FOREM MAIORES DO QUE 51% DE VOTOS NULOS (CINQUENTA E UM POR CENTO), NOVAS ELEIÇÕES SERÃO CONVOCADAS, ONDE OS ATUAIS CANDIDATOS NÃO PODERÃO CONCORRER E DARÃO ESPAÇO A NOVOS CANDIDATOS COM NOVAS PROPOSTAS E NOVAS IDÉIAS TENDO COMO ALVO O POVO BRASILEIRO e a SOBERANIA do PAÍS. É ISSO QUE EU PENSO, ACORDA POVO BRASILEIRO!
Bom dia,
Gostaria de tirar uma dúvida.
Qual ambiente realizam-se as pesquisas eleitorais. Nas ruas,centros executivos,comerciais,casas ?
Pergunto pois aqui em florianópolis, nas ruas principais, está o comercio popular e observa-se que a maioria são pessoas de mais baixa renda.
Fazendo uma pesquisa exclusivamente neste ambiente o resultado não seria tendencioso ?
Obrigado.
Com certeza, Dalton! Sua afirmação é muito procedente. A boa pesquisa não é exclusiva de uma região ou classe social. Para evitar distorções à amostra deve estar entre todas as classes sociais, raças, gêneros, idades, etc. Para isso, um instituto sério busca maximizar o acerto de seus resultados diversificando os locais e fenótipos pessoais. Além disso, existem cálculos estatísticos que dão ao pesquisador à famosa “margem de erro” para respaldar os resultados da pesquisa. Obrigado pelo seu comentário!
Vocês poderiam citar um “instituto de pesquisa” sério?
Edson, obrigado pela participação! Gostaria de deixar claro que não tenho nada contra os institutos de pesquisa. Entretanto, já vi inúmeras distorções entre os resultados divulgados e efetivos resultados. Por isso, eu, pessoalmente, costumo dar mais credibilidade aos dados publicados pela DATAFOLHA e VOXPOPOLI. Pelo menos são os que me passam maior segurança nos números. O portal UOL também faz um acompanhamento bastante completo em todos os processos eleitorais.
Que engraçado!!! o voto é uma das poucas senão uma das ultimas coisas nesse país que ainda é degraça! engraçado não???
Depende do ponto de vista! Pois, não nos é cobrado valor pelo exercício do voto, entretanto, pagamos 4 anos pelo voto errado. Daí a necessidade de esquecermos preconceitos, bandeiras políticas, e idealismos tolos. O importante é analisar qual candidato tem a melhor proposta e ver a capacidade e compromisso que ele tem de realizar o que prometeu.
Fiz uma pesquisa na minha cidade, Nilópolis, Rio de Janeiro, e não conheço ninguém que tenha sido entrevistado pelos Institutos de Pesquisa sobre as eleição presidencial. Então como acreditar que duas mil, três mil pessoas definam que será eleito? E pessoas essas que nós nem sabemos se realmente foram consultadas, de qual região, de quais bairros, pois dependendo da localização, da classe social, respostas serão diferentes. E como os institutos de pesquisas não têm a hombridade de reconhecerem seus erros? E porque a imprensa não berra sobre as falhas desses mesmos institutos? Porque não se investiga os mesmos?
Sidney, Obrigado pelo seu comentário!
Realmente é complicado saber quem sobre as veracidades das pesquisas. Principalmente quando ocorre tanta discrepancia nos números como vimos no 1º Turno.
Um Abraço!
Gil lemos