Diga-me o que lês e te direis quem és

No Brasil, devido à falta de incentivo a leitura, profissionais vão para o mercado com o currículo cheio de cursos de especialização e idiomas, entretanto ainda falham no português. Isso ocorre porque ler deve ser um hábito diário. Pesquisas já demonstraram inúmeras vezes que quanto mais você lê, melhor escreve. Dessa forma, ler é tão importante quanto fazer cursos de especialização. Segundo SILVA (2008):
“A falta de leitura gera alguns dos tipos mais curiosos de analfabetismo conhecidos, tais como: o social, o tecnológico, o cultural, o legal, o estrutural, e outros tantos que têm criado problemas de perdas e custos doentes para as empresas. Diante destes problemas as áreas de pessoal estão sendo modificadas e ajustadas a programas que envolvem desde Endomarketing, Endoqualidade, até um modelo de Universidade Corporativa em grandes empresas que está pouco a pouco promovendo a extinção dos “Departamentos de Recursos Humanos”. 1
Ler proporciona aquisição de novos conhecimentos, aprimoramento de vocabulário, mais habilidade na escolha das palavras. Além disso, o profissional que se dedica a leitura e foca um maior conhecimento para atividade, produtos e clientela adquire maior capacidade negocial e diálogo diferenciado o que incrementa sua possibilidade de venda.
Ter algum conhecimento sobre o que está acontecendo no mundo, no país, na sua cidade, dá um leque de informações que podem ser debatidos com o cliente, caso seja do interesse dele, tornando a negociação mais agradável. A venda não deve ser um empurrão e sim uma experiência única, na qual o cliente deve se sentir confortável para exprimir seus sentimentos e dar insights sobre seu comportamento e percepção do que está sendo oferecido pela empresa.
Softwares, cada vez mais poderosos, avaliam pormenores de compras para gerar relatórios comportamentais que servem como guia para a estratégia da empresa. No entanto, o diálogo com o cliente ainda é primordial para coleta de dados subjetivos e/ou não mensuráveis por pesquisas convencionais. De acordo com GAMBLE, Paul R, et al (2007):
“Ao planejar e gerenciar a experiência do cliente é importante buscar superar as expectativas apenas em assuntos que realmente façam a diferença para o consumidor e limitar-se a atendê-las nos demais casos. Aqui, os insights do consumidor são vitais porque podem ajudar a estabelecer quais partes da proposta de valor e da experiência são mais valorizadas, bem como quais pontos do ciclo de vida do cliente ou canais ou canais promocionais tem mais valor. “2
Conhecer é antes de tudo experimentar. O conhecimento é adquirido de acordo com as interpretações das experiências que temos durante a vida. A maneira como vemos o mundo e o interpretamos é que define quem somos. Por isso, quanto mais experiência tivermos, maior será nosso discernimento em relação ao mundo, e maior nossas possibilidades de sucesso.
O hábito da leitura traz em si mesmo experiências diversas, não apenas pelo que está escrito, mas também pela imaginação e interpretação do leitor que forma em sua mente percepções diferenciadas sobre uma mesma leitura. Aqui, chegamos ao ponto que tem movido tendências mercadológicas globais “a experiência como fator diferencial da empresa”, ou em outras palavras, a impressão global do consumidor em relação ao produto e/ou serviço adquirido. SCHMITT e SIMONSON (2002) afirmam que:
“Impressões globais são formadas a partir de representações mentais da estética de uma organização ou marca por um processo mental de interpretação… Os clientes não são receptores passivos da produção estética de uma organização. São processadores ativos de informação dos diversos elementos de identidade que vivenciam a cada dia. Criticam e interpretam os elementos, estilos e temas primários para formar uma impressão global da organização ou de suas marcas. Todavia, uma parte do processamento pode se dar inconscientemente, enquanto outras partes podem ocorrer de maneira deliberada. O processamento deliberado é mais provável quando os clientes tem um interesse intrínseco em uma determinada empresa ou produto, ou quando são confundidos por uma campanha e tentam entendê-la. “3
Portanto, a pessoa que sempre lê, está em rota de colisão com o sucesso. Ou melhor, aquele que lê, entende, interpreta e utiliza o conhecimento adquirido como trampolim, é um alvo da oportunidade.
É um fato. Quanto mais conhecimento você tem, maior suas chances no mercado. Sua carreira é fundamentada na experiência de vida que você possui, suas habilidades em distinguir caminhos, sua facilidade de entender e fazer atividades de forma adequada.
Assim, como o tempo não espera e você não sabe se terá mais uma vida pela frente, então se lembre que a leitura será sua maior companheira,na estrada que guarda em um ponto qualquer a recompensa por toda sua dedicação.
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Fontes
1 – SILVA, Jovino Moreira da. O Desenvolvimento Humano e as Habilidades Essenciais (II). Artigo publicado em http://jovinodash.blogspot.com/ , acesso: 05/02/09.
2 – GAMBLE, Paul R. [et al]. A Revolução do Marketing, trad. Maiza Prande Bernardello – São Paulo: Futura, 2007.
3 – SCHMITT, Bernd; SIMONSON, Alex. A estética do Marketing, trad. Lúcia Simonini – São Paulo: Nobel, 2002.






















