Descentralizar para globalizar.

Em meio ao caos econômico que chegou a ser mencionado como superior ao crash de 1930. O mundo vê o capitalismo mostrar suas deficiências. Alguns apostam que no futuro um novo sistema se desenvolva a partir dessa crise, outros preferem acreditar que é apenas um vendaval que logo será uma brisa. Na verdade o que se sabe é que países emergentes têm reagido muito bem à turbulência atual. Acostumados a momentos difíceis, muitos países em desenvolvimento fizeram a “lição de casa” e, acumularam capital, a fim de não serem pegos de surpresa em momentos de crise e ficarem tão dependentes de recursos internos como, por exemplo, o FMI (Fundo Monetário Internacional).
Segundo a Folha (2008)1, Alex Patellis afirma que os mercados emergentes são agora os credores mundiais. Pois, acumularam trilhões de dólares nos últimos anos para momentos difíceis e esses momentos estão aqui. Patelis, diz ainda, que o mundo enfrenta “uma mudança total de papéis”, e os países emergentes estão na posição de facilitar liquidez a seus parceiros ricos.
Além disso, segundo os dados do Merrill Lynch, as economias emergentes, lideradas por Brasil, Rússia, Índia e China, podem ter acumulado cerca de US$ 9 trilhões.
Em outras palavras a economia global está sofrendo uma reviravolta entre credores e devedores. A liquidez dos papeis de países em desenvolvimento é um atrativo que já está sendo refletido nas tendências de investimento.
Os emergentes vão sofrer com a crise? Claro que sim! Contudo, o cenário global mostra que sentirão os efeitos em menor grau do que os países desenvolvidos. Pois pelas características históricas de enfrentamento inflacionário, sua economia está mais adaptada a momentos de incertezas e por isso devem estar mais preparados para solução do problema.
Fontes:
1- Folha Online. Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u455123.shtml
Acesso: 15/10/2008


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