Administrar e lucrar na crise!

abril 24, 2009 by Gil Lemos  
Filed under Marketing

Diante da crise econômica, administrar tornou-se uma tarefa árdua mesmo para os gestores mais experientes.  Com o mercado instável é necessário estar atento as mudanças. Entretanto, como prever o que há de vir?

O administrador moderno deve estar antenado às tendências mercadológicas para traçar sua estratégia e caminhar com segurança rumo ao sucesso, pois nunca houveram tantas mudanças, em tão pouco tempo, no cenário mundial .

O lado bom desses períodos de instabilidade é o surgimento de grandes oportunidades e, por isso, os administradores devem estar atentos. O guru da administração Peter Drucker, já dizia em 1999:

“… em períodos de tumultos, como esse em que vivemos, mudança é a norma. É claro que são dolorosas, arriscadas e requerem uma grande dose de esforço. Porém, a menos que se entenda que a tarefa da organização é liderar as mudanças, ela – seja sua empresa, universidade, um hospital – não irá sobreviver. Em períodos de rápidas mudanças estruturais, os únicos que sobrevivem são os líderes de mudanças.
Portanto, é um desafio central de gerenciamento para o século XXI que toda a organização se torne líder de mudança. Um líder de mudança as vê como oportunidades. Ele busca mudanças, sabe como achar as boas mudanças e como torná-las eficazes, fora e dentro da organização.”1

A tecnologia tem sua parcela de culpa no cenário econômico, pois apesar dos benefícios, traz, também, efeitos colaterais como o que ocorreu na China há alguns anos, com a crise asiática, e derrubou instantaneamente bolsas no mundo todo. Hoje a situação se repete  na terra do “Tio San” e a economia mundial sofre uma nova crise, só que agora imobiliária e creditícia. Diante disso, os países emergentes ganham notoriedade e parecem ser a luz no fim do túnel. Segundo a Folha (2008):

“Os mercados emergentes são agora os credores mundiais. Acumularam trilhões de dólares nos últimos anos para momentos difíceis e esses momentos estão aqui”, afirmou na sexta-feira Alex Patelis, economista-chefe do Merrill Lynch, em coletiva de imprensa.
Patelis, que participou de um ato paralelo à assembléia anual do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial realizada neste fim de semana em Washington, disse que o mundo enfrenta “uma mudança total de papéis”, e os países emergentes estão na posição de facilitar liquidez a seus parceiros ricos.
Além disso, segundo os dados do Merrill Lynch, as economias emergentes, lideradas por Brasil, Rússia, Índia e China, podem ter acumulado cerca de US$ 9 trilhões.
“Têm todas essas economias acumuladas e o mundo agora precisa desse dinheiro”, disse Patelis.”2

O Brasil nunca esteve tão bem no junto ao mercado internacional.  Mesmo com a grande onda de demissões, o governo mantém a confiança na situação econômica do país e prepara-se para emprestar dinheiro ao FMI (Fundo Monetário Internacional). Segundo a ABIN:

O Brasil vai emprestar US$ 4,5 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para capitalizar a instituição para empréstimos a países em desenvolvimento que estão sofrendo com a crise econômica internacional, principalmente os emergentes da América Latina e África. O anúncio foi feito pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, na semana passada. Com isso, o País passou a fazer parte da lista de credores do FMI que totalizam 47 do total de 185 membros.
A adesão do Brasil ao grupo de países credores será formalizada até o fim deste mês. Com isso, o Brasil passará a fazer parte da lista a partir de primeiro de maio. O valor de US$ 4,5 bilhões corresponde à cifra depositada pelo País no Fundo. O Brasil passou a fazer parte do grupo depois de análise do FMI sobre as contas externas e volume de reservas do País.
Além desses US$ 4,5 bilhões, o governo trabalha com a possibilidade de capitalizar o FMI com outros US$ 10 bilhões, que o Brasil pretende emprestar das reservas internacionais, medida antecipada pelo presidente Luiz Inácio da Silva durante a reunião do G-20 no início deste mês, em Nova York, o que deve elevar o apoio brasileiro a US$ 14,5 bilhões.3

Ao passar de devedores para credores, países como o Brasil, são reconhecidos mundialmente pela solidez de sua economia e atraem investidores estrangeiros, o que fortalece ainda mais o mercado brasileiro.  Quem souber administrar na crise pode colher bons frutos assim que a poeira baixar.

Fontes
1-       DRUCKER, Peter F. Desafios gerenciais para o século XXI. São Paulo: Pioneira, 1999.
2-       Folha Online, acesso em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u455123.shtml
3-       Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Acesso em: http://www.abin.gov.br/modules/articles/article.php?id=4201

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