Logística como diferencial competitivo.

outubro 29, 2008 by Gil Lemos  
Filed under Marketing

A demora na entrega de um produto é uma experiência frustrante, e marca de negativamente a empresa. Cortar custos e oferecer qualidade nos produtos, são variáveis que devem ser mensuradas com cautela. Afinal, o corte excessivo de custos pode prejudicar a qualidade do atendimento e da produção.

Um dos meios mais eficazes de unir essas duas variáveis (qualidade e baixo custo) é a utilização de logística. Segundo Novaes(2001, p.31-37) a logística procura eliminar tudo que não tenha valor para o cliente em um determinado processo – produtivo ou de distribuição, diminuindo assim os custos e a perda de tempo. Diz a respeito também dos recursos disponíveis – materiais, financeiros, humanos e tecnológicos – pois de um lado busca-se o aumento da eficiência e, de outro, a redução contínua dos custos.

Ainda segundo o autor, o processo logístico precisa agregar “valor da informação”, ou seja, precisa gerar informações confiáveis e rápidas sobre diversos produtos, localização, caminho percorrido, custos e outras características que influenciam na competitividade.

Em resumo a logística é o processo que precisa fazer com que um produto chegue ao lugar certo e no momento esperado pelo cliente, com a qualidade esperada e que gere informações a todos os elementos de uma cadeia de abastecimento.

As principais áreas de atuação da logística empresarial são: suprimento, produção, distribuição e reserva. O quadro abaixo identifica em que momento cada atividade logística é acionada(click na figura abaixo para melhor visualização):

A logística não abrange apenas os cuidados com o transporte. Pois, é um processo amplo, utilizado em todos os momentos da cadeia produtiva e mesmo no pós-consumo.  O profissional de marketing tem a função de analisar a melhor maneira de alcançar os ensejos do cliente. E para isso deve trabalhar junto com a logística a fim de garantir a eficácia na entrega dos produtos, da forma mais ágil, barata e segura possível.

Aproximar o marketing e a logística cria um forte diferencial estratégico. Pois, otimiza a utilização dos canais de distribuição e diminui o tempo de entrega das mercadorias. Dessa forma, a percepção de valor agregado é ampliada e, por conseqüência disso, a marca da empresa se sobressai melhor diante da concorrência.

Excelência na comunicação entre os setores de uma empresa é essencial para o alcance das metas, já que evita perda de foco. Contudo, é através do marketing que esse processo se concretiza, já que, o direcionamento planejado dos recursos produtivos e de mídia, aliados ao aperfeiçoamento da comunicação interna e externa a organização gera um forte diferencial competitivo.

Fontes

  • NOVAES, Antônio Galvão. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição: estratégia, operação e avaliação. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
  • KOTLER, Philip; ARMSTRONG, Gary. Princípios de marketing, Rio de Janeiro: LTC, 1998.
  • BOWERSOX, Donald J.;CLOSS, David J. Logística empresarial. São Paulo: Atlas, 2001.

BrOffice economia e funcionalidade.

outubro 26, 2008 by Gil Lemos  
Filed under Tecnologia

Foi-se o tempo em que era necessário investimento pesado para utilização de bons softwares.  Várias empresas já perceberam as inúmeras vantagens de utilizar softwares Open Source (código aberto). Pois além de ser gratuito, esses softwares estão com a qualidade cada vez mais próximas dos seus concorrentes pagos.

O BrOffice é um bom exemplo disso, versão brasileira do Open Office, é uma suíte de aplicativos para escritório livres multiplataforma, sendo distribuída para Microsoft Windows, Unix, Solaris, Linux e Mac OS X. A suite usa o formato ODF (OpenDocument) e é compatível com o formato do Microsoft Office.

O OpenOffice.org é baseado em uma antiga versão do StarOffice, o StarOffice 5.1, adquirido pela Sun Microsystems em Agosto de 1999. O código fonte da suite foi liberado dando início a um projeto de desenvolvimento de um software de código aberto em 13 de outubro de 2000, o OpenOffice.org. O principal objetivo era fornecer uma alternativa de baixo custo, de alta qualidade e de código aberto. (Wikipédia)

Para se ter uma idéia do crescimento e utilização desse software, segundo Erick Comelli da IBM afirma que na Índia, o governo ordenou usar arquivos ODF para o escritório de impostos comerciais do governo estadual de Delhi. Além disso, a Itália se une a países como a Malásia, que têm a intenção de reconhecer a ODF como padrão nacional (consultar www.uninfo.polito.it), enquanto o Japão, a Coréia do Sul e a China pensam em usar exclusivamente formatos de documentos internacionais e baseados em padrões abertos como a ODF para reuniões celebradas por seus diretores gerais de Tecnologia e Informática, a fim de debater e promover o software de fonte aberta. 1

Instituições de grande porte, como a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Tribunal de Justiça, dentre outros, utilizam softwares livres, em alguns casos não apenas substituindo os aplicativos de escritório como também todo o S.O. (Sistema Operacional), nesse caso a preferência geral é pelo utilização do Linux, que também possibilita a compra de equipamentos com custo mais baixo pois já vem com o sistema operativo instalado, contornando assim, o custo com licença de software pagos.

Fonte

- Movimento Software Livre Paraná

- www.maxideia.com

- Wikipédia

Flash com engenharia reversa

outubro 23, 2008 by Gil Lemos  
Filed under Tecnologia

As animações que utilizam a tecnologia flash já fazem parte do dia a dia dos internautas. Com qualidade vetorial, os arquivos com extensão SWF, são utilizados por muitas multinacionais até para desenvolvimento de aplicativos que interagem com seus clientes e com bancos de dados internos. Como recurso multimídia o flash surpreende e vídeos como os do YOUTUBE utilizam essa tecnologia com arquivos de vídeo de boa qualidade e bem mais leves (extensão FLV) do que os convencionais.

Para desenvolvedores e webdesigners que tem interesse na tecnologia flash, além de muitos livros e tutoriais sobre o assunto uma boa dica é o Sothink SWF Decompiler. Esse software é capaz de gerar o arquivo matriz do flash (extensão FLA), dessa forma, aquela animação que você gostou, mas não sabe como fazer, pode ser facilmente decompilada com a utilização desse recurso.

O SWF Decompiler é uma excelente ferramenta para o aprendizado de recursos avançados em flash. Afinal, através da engenharia reversa, é possível estudar e analisar os aspectos técnicos que estão por traz de determinada animação ou aplicativo em flash.

Lembre-se que a interatividade é um dos requisitos fundamentais da web e quem utilizar esse recurso com sabedoria e eficiência pode se dar bem, no mundo virtual.

A emoção e os negócios

outubro 19, 2008 by Gil Lemos  
Filed under Marketing

Para se destacar no mercado atual é necessário buscar diferenciais que identifiquem a marca. O problema é quando somos copiados e até aperfeiçoados pelo concorrente. Dessa forma, a empresa deve oferecer algo que seja difícil de ser copiado. Então, por que não oferecer emoção como meio de diferenciação?

Muitos autores vêem no atendimento um diferencial competitivo de peso, pois o cliente não vai as compras apenas para adquirir um produto e sim satisfação. Dessa forma dentro do atendimento deve-se oferecer sensações de prazer e bem estar, o atendimento sozinho não faz tanto quanto aquele que lida com o emocional do cliente.

O bom atendente não vende um produto, vende um onceito de qualidade bem superior a expectativa do cliente que, encantado, torna-se fiel a marca e em alguns casos até defende o uso dos produtos daquela empresa pois seu grau de satisfação dá crédito para essa defesa.

A Hallmark, por exemplo, é  uma empresa americana que é reconhecida mundialmente por seu trabalho com a emoção humana. Essa empresa não apenas oferece um atendimento diferencial como também seus produtos, cartões de congratulações, são totalmente voltados para o emocional. A mais de 90 anos no mercado a Hallmark é sinônimo de qualidade em atendimento e Marketing Emocional.

Para o Marketing Emocional existem algumas palavras chave que dão sentido e orientam o profissional da área a direcionar seu planejamento ou campanha publicitária são os 2 Es e 1P emocionais, ou seja: Experiência(sensação única de bem estar por um atendimento diferenciado), Energia(empolgação e energia positiva percebida no ambiente, no atendente e no produto) e Patrimônio(valor agregado percebido na marca através da emoção do cliente). Essas três palavras definem de forma simples e resumida o que o cliente percebe em um atendimento voltado a emoção.

Segundo Lenz(2002), Os Es e o P emocionais não apenas fornecem oportunidades de estabelecer uma clara diferenciação perante os concorrentes, mas a pesquisa também demonstrou que, na realidade, a maioria das decisões de compra.

Ainda segundo Lenz, o mais corriqueiro no meio empresarial é o investimento em “programas de fidelidade”. Entretanto, para sair na frente da concorrência, em muitos casos, a empresa negligencia o conceito de valor. Dessa forma mesmo melhorando seus serviços e produtos com o tempo percebe-se que a abordagem convencional não é o suficiente.

Para se ter uma idéia, vamos para o lado pratico da coisa. Com a consultoria da Hallmark e o oferecimento de valor ligado a emoção, programas de fidelidade chegaram a resultar em um crescimento superior a 1.000%, algo que até então, não se imaginava.

O marketing emocional não é novo, é um conceito bem conhecido pelos marqueteiros de plantão. Em campanhas publicitárias premiadas é possível notar claramente o apelo a emoção, como é o caso de peças antológicas do mestre Washington Olivetto como é o caso de “Meu primeiro sutiã” e o “Garoto Bombril”.

Certa vez em uma entrevista para TV, Olivetto, ao ser questionado sobre o porquê de suas campanhas sobreviverem ao tempo, ele sabiamente, respondeu: Eu não faço comerciais, crio conceitos que de alguma forma possam ajudar as pessoas a viverem melhor.

Esse apelo a emoção faz muita diferença, basta tomar como exemplo você mesmo. É exatamente isso que você acabou de ler. Pense em você na hora da compra. Será que você sempre compra apenas o que está planejado ou sempre sai com uma ou mais sacolas que não estavam no planejamento?  Porque em você sempre compra em alguns lugares, mesmo tendo produtos mais caros lá? A experiência que temos das coisas e das situações é o que realmente levamos conosco.  Uma emoção, um momento, uma lembrança prazerosa são os únicos itens que o tempo não conseguem degradar e por isso fazem tanta diferença no valor de uma marca.

Fonte

ROBINETTE, Scott e BRAND, Claire com LENZ, Vicki. Marketing Emocional: A maneira Hallmark de ganhar clientes para toda a vida. trad. Arlete Simille Marques – São Paulo: Makron, 2002

Crise ou oportunidade?

outubro 17, 2008 by Gil Lemos  
Filed under Marketing

A crise econômica mundial vem tirando o sono de muita gente, principalmente dos investidores pois, estão com os nervos à flor da pele, devido às sucessivas quedas das bolsas de valores. Entretanto, são nos momentos de crise que se ganha mais. Afinal, as variações das bolsas são maiores e o investidor atento pode lucrar, e muito, com a crise.

Para se ter uma idéia no dia 10/10/2008(sexta-feira) com 34 minutos após a abertura do pregão, a Ibovespa despencou 10% e obrigou o acionamento do “circuit breaker” na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O sistema suspende os negócios sempre que há uma oscilação acima de 10%, seja para cima, seja para baixo. Ao final do dia o pregão recuperou alguns pontos e fechou em baixa de -3,97%. Já no dia 13/10/2008(segunda-feira) o índice Bovespa fechou em 14,66%, maior alta registrada desde 15/01/1999, ou seja, uma variação de 18,63% em dois dias.

O mercado financeiro não pode ser analisado de forma simples, entretanto existem vários cursos que ensinam investidores menos experientes (que aplicam geralmente em renda fixa), a fazerem de forma segura aplicações arrojadas. O site http://www.oinvestidor.com.br/, por exemplo, disponibiliza cursos de investimento, e ainda um simulador para você aplicar virtualmente seu dinheiro e entender como esse mercado funciona.

Outra maneira de ganhar com a crise é verificar quais setores estão em crescimento mesmo com toda truculência mercadológica. Segundo a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (2008), um estudo feito pelo BNDES indica que áreas como a petrolífera, gás, construção civil e infra-estrutura, estão entre os setores que mais receberam investimentos neste ano.

Vale ressaltar também, que o setor de TI (Tecnologia da Informação) espera crescer 13%, na América Latina, em 2008. Apesar da preocupação com a desaceleração cada vez mais provável da economia dos EUA. Segundo a consultoria IDC, o mercado deve se comportar em 2008 da mesma forma que em 2007, quando o crescimento foi de 12,8% (o Globo).

Para aqueles que pretendem lucrar com a crise vale a dica de sempre: analise coerentemente o mercado e seu potencial. A necessidade de novos conceitos nunca esteve tão presente. Com tanta concorrência e economia mundial em colapso, o empreendedor que enxergar mais adiante poderá colher bons resultados. Para isso não poupe em pesquisas e o marketing é um bom investimento para quem quer sobreviver e enriquecer. Afinal, enquanto a crise deixa muitos sem sono, outros tantos, nunca dormiram tão bem.

Fontes

- www.bovespa.com.br
- www.valoronline.com.br
- g1.globo.com
- Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Setembro 2008, p.36).

Próxima Página »